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Sabonetes de marcas de luxo viram porta de entrada para marcas premium, afirma Danni Rudz
Publicado 09/10/2026 • 14:30 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 09/10/2026 • 14:30 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
O sabonete ganha espaço no mercado de luxo como uma forma de atrair consumidores para marcas premium. Com fragrâncias sofisticadas, embalagens elaboradas e formatos que também funcionam como itens de decoração, o produto pode custar mais de R$ 1 mil e se tornou uma aposta das empresas para estimular compras recorrentes e ampliar o contato com seus portfólios.
A avaliação é de Danni Rudz, comentarista de moda do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, o sabonete tem uma vantagem comercial em relação a outros produtos de entrada, como a maquiagem: a frequência de reposição.
Como é consumido mais rapidamente, o item pode levar o cliente de volta às lojas para comprar novamente, presentear ou conhecer outros produtos da marca. Essa recorrência cria novas oportunidades de venda e de relacionamento com o consumidor.
“Ele é um ponto de contato inicial com o consumidor dentro do mercado de luxo, e a recorrência é maior”, afirma Danni.
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Além da função de higiene, o sabonete passou a ocupar espaço na decoração e na experiência de autocuidado. Segundo a comentarista, os banheiros também ganharam importância nos projetos de arquitetura e decoração, o que abriu espaço para produtos com apelo estético.
Entre os exemplos apresentados, um sabonete da Loewe com fragrância de tomate custa R$ 356 e tem uma corda que permite pendurá-lo como objeto decorativo. Já o sabonete Grey Soap, da Balenciaga, tem aparência conceitual, semelhante a um bloco de concreto, e custa R$ 1.170.
A lista inclui ainda produtos da Aesop, por R$ 709, e da Acqua di Parma, por R$ 860. A comentarista também apresentou sabonetes de marcas como Le Labo, Hermès, Jo Malone, Dior e Chanel, com preços que variam conforme o produto e a fragrância.
Para Danni, esses itens também ocupam um espaço no mercado de presentes. O consumidor pode comprar um produto de uma marca de luxo sem necessariamente investir em artigos de maior valor, como roupas ou acessórios.
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Outro movimento destacado na entrevista é a valorização dos sabonetes em barra, que voltaram a ganhar espaço em um segmento no qual os produtos líquidos se tornaram populares. Na avaliação da comentarista, o formato também se conecta à valorização do trabalho artesanal, um elemento presente na narrativa das marcas de luxo.
O sabonete da Le Labo com a fragrância Santal 33, uma das mais vendidas da marca, custa R$ 415. A Hermès tem opções citadas na entrevista por R$ 240 e R$ 630, enquanto o sabonete de Chanel nº 5 custa R$ 315.
Marcas nacionais também apostam na categoria. A Granado, por exemplo, explora fragrâncias e embalagens inspiradas em antigas boticas. Um sabonete líquido de lavanda custa R$ 104,50.
Já a Dove investe em uma proposta que aproxima o sabonete dos produtos de cuidados com a pele. A marca oferece uma barra de beleza maior, com ácido hialurônico na fórmula, voltada à hidratação corporal.
A estratégia não se limita às marcas internacionais. Segundo Danni, empresas nacionais e estrangeiras usam sabonetes para elevar o valor percebido de produtos cotidianos e atrair consumidores para suas linhas.
Os preços apresentados na entrevista vão de cerca de R$ 13 a mais de R$ 1 mil. A diferença mostra como um item de uso diário pode assumir posicionamentos distintos, de acordo com a marca, a fragrância, a fórmula e a apresentação.
A comentarista ressalta que um produto de entrada — conhecido no mercado como gateway product — não serve apenas para despertar o interesse inicial do consumidor. A frequência de compra também pode contribuir para o giro comercial e fazer do sabonete uma categoria relevante para as vendas.
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