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Fundo de Bill Ackman propõe comprar Universal Music por US$ 64 bilhões com prêmio de 78%; ação dispara

Publicado 07/04/2026 • 07:24 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Pershing Square propõe aquisição da Universal Music por 55,8 bilhões de euros com prêmio de 78% sobre o fechamento de 2 de abril
  • Ackman cita incerteza sobre stake do Grupo Bolloré e adiamento da listagem nos EUA como causas da desvalorização da UMG
  • Acordo prevê renovação do conselho, novo contrato para CEO Lucian Grainge e listagem da empresa fusionada na NYSE
Fachada da Universal Music.

Fachada da Universal Music.

Foto: Divulgação

A Pershing Square, fundo ativista do bilionário Bill Ackman, anunciou nesta terça-feira (7) uma proposta de aquisição da Universal Music Group em uma operação mista de pagamento em dinheiro e ações, avaliada em cerca de 55,8 bilhões de euros, equivalentes a US$ 64,4 bilhões, ou R$ 332 bilhões na nossa moeda.

A notícia derrubou o pessimismo que vinha pesando sobre o papel e as ações da Universal Music passaram a subir 13% após o anúncio, mesmo após acumularem queda de 23% no ano.

Pelos termos da proposta, cada acionista da UMG receberia 9,4 bilhões de euros em caixa e 0,77 ação da nova empresa resultante da fusão. O valor total chega a 30,4 euros por ação, um prêmio de 78% sobre o fechamento do papel em 2 de abril.

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Razões por trás da oferta

Ackman reconheceu o trabalho da gestão da Universal Music, mas foi direto ao apontar as causas da performance aquém do esperado na bolsa. Em comunicado, o executivo afirmou que o preço das ações da UMG “ficou estagnado em razão de uma combinação de fatores que não têm relação com o desempenho do negócio musical em si e que, por isso, podem ser resolvidos com essa transação.”

Entre os problemas citados estão a incerteza em torno da participação de 18% do Grupo Bolloré no capital da companhia, o adiamento da listagem nos Estados Unidos e uma comunicação com acionistas considerada abaixo do potencial. Para o fundo, todos esses pontos são endereçáveis por meio da operação proposta.

🔍 Pershing Square Capital Management é o fundo de hedge fundado por Ackman em 2004, sediado em Nova York. Opera com um portfólio concentrado, ou seja, faz poucos investimentos, mas de grande porte, o que amplifica tanto os ganhos quanto as perdas.

Estrutura da transação e listagem na NYSE

A empresa resultante da fusão entre a Pershing Square e a Universal Music seria listada na Bolsa de Valores de Nova York. A conclusão do negócio está prevista para até o fim de 2026.

A proposta também prevê uma renovação do conselho de administração. Ackman indicou Michael Ovitz, descrito no comunicado como um dos nomes mais reconhecidos do setor global de entretenimento, para a presidência do conselho. Dois representantes afiliados à Pershing Square também passariam a integrar o board. O acordo ainda está condicionado a um novo contrato de trabalho e a uma nova estrutura de remuneração para o CEO da Universal Music, Lucian Grainge.

Histórico da UMG e reação do mercado

A Universal Music foi desmembrada do grupo de mídia francês Vivendi e passou a ser listada na Euronext Amsterdam em 2021, com valuation inicial de 46 bilhões de euros. O grupo controlador Vincent Bolloré reteve à época uma participação avaliada em cerca de 5,9 bilhões de euros. A companhia detém um portfólio que inclui artistas como Lady Gaga e Taylor Swift.

Com a divulgação da proposta, Vivendi e Bolloré subiram 11% e 6,3%, respectivamente, na sessão desta terça-feira.

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