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Meta fecha acordo bilionário com Nvidia para ampliar infraestrutura de IA

Publicado 18/02/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Meta usará milhões de chips da Nvidia, incluindo CPUs Grace e sistemas de próxima geração Vera Rubin, para expandir seus data centers de IA.
  • Empresa prevê investir até US$ 135 bilhões em inteligência artificial em 2026 e até US$ 600 bilhões nos EUA até 2028.
  • Ações da Meta e da Nvidia subiram após o anúncio, enquanto a AMD recuou, reforçando a liderança da Nvidia na corrida global por IA.
Prédio da Meta

Prédio da Meta

A Meta anunciou nesta terça-feira (17) um amplo acordo com a Nvidia para equipar seus data centers de inteligência artificial com milhões de chips, incluindo os novos processadores independentes Grace e os sistemas de próxima geração Vera Rubin.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a parceria expandida reforça o objetivo da companhia de “entregar superinteligência pessoal para todos no mundo”, visão apresentada em julho.

Os termos financeiros do contrato não foram divulgados, mas analistas estimam que o valor esteja na casa das dezenas de bilhões de dólares. Em janeiro, a Meta informou que pretende investir até US$ 135 bilhões em IA em 2026.

As ações da Meta e da Nvidia subiram no after market após o anúncio. Já os papéis da AMD recuaram cerca de 4%, refletindo a consolidação da Nvidia como principal fornecedora da gigante de tecnologia.

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O que muda na parceria

A Meta já utiliza GPUs da Nvidia há pelo menos uma década, mas o novo acordo representa uma ampliação significativa da cooperação entre as duas empresas do Vale do Silício.

A principal novidade é a adoção dos CPUs Grace como chips independentes nos data centers da Meta, a primeira implantação em larga escala desse modelo. Até então, esses processadores eram utilizados integrados às GPUs em servidores.

Segundo o analista Ben Bajarin, da Creative Strategies, os chips são projetados para rodar cargas de inferência e sistemas autônomos, funcionando como complemento às arquiteturas Grace Blackwell e Vera Rubin. Para ele, a decisão da Meta valida a estratégia da Nvidia de oferecer uma infraestrutura completa de IA, combinando CPU e GPU.

Os CPUs Vera, de próxima geração, devem começar a ser implantados em 2027.

O acordo também inclui a tecnologia de rede Spectrum-X Ethernet, utilizada para conectar GPUs em larga escala, além de recursos de segurança da Nvidia que serão integrados a funcionalidades de IA no WhatsApp.

O contrato faz parte do compromisso mais amplo da Meta de investir até US$ 600 bilhões nos Estados Unidos até 2028 em data centers e infraestrutura.

A empresa planeja operar 30 data centers, sendo 26 nos EUA. Os dois maiores já estão em construção:

  • Prometheus, em Ohio, com capacidade de 1 gigawatt
  • Hyperion, na Louisiana, com capacidade de 5 gigawatts

A Meta também desenvolve chips próprios e utiliza semicondutores da AMD. Em novembro, surgiram relatos de que a companhia avaliava o uso de processadores do Google em seus data centers a partir de 2027, movimento que chegou a pressionar as ações da Nvidia.

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Atualmente, os GPUs Blackwell da Nvidia estão com filas de espera há meses, enquanto os novos Rubin começaram a ser produzidos recentemente. Com o acordo, a Meta garante fornecimento relevante de ambas as gerações.

A aposta agressiva em inteligência artificial tem gerado volatilidade nas ações da Meta. Em outubro, os papéis registraram a maior queda em três anos após a empresa anunciar forte aumento de gastos em IA. Já em janeiro, subiram 10% após projeções de receita acima do esperado.

Internamente, a Meta desenvolve um novo modelo de IA de fronteira chamado Avocado, sucessor do Llama. A versão mais recente do Llama, lançada na primavera passada, teve recepção morna entre desenvolvedores.

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