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Novartis pode ter acordo nos EUA que a protege de tarifas, diz CEO à CNBC

Publicado 20/01/2026 • 09:24 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • CEO da Novartis afirma que investimento de 23 bilhões de dólares em fábricas nos EUA protege a farmacêutica suíça contra as novas taxas de importação.
  • Acordo estratégico com Washington e autossuficiência produtiva em solo americano garantem isenção de tarifas que podem chegar a 25% em junho.
  • Ações da companhia operam com estabilidade e atingem níveis recordes de 116 dólares após anúncio de estoque preventivo para absorver impactos de curto prazo.

Andrew-from Flickr via Wikipedia

O CEO da farmacêutica suíça Novartis afirmou que “acha” que a empresa já possui um acordo com o governo dos Estados Unidos que a protegeria de eventuais tarifas comerciais. Segundo ele, a companhia estaria relativamente blindada diante das medidas anunciadas por Washington.

Falando à CNBC durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o CEO da Novartis, Vas Narasimhan, disse que o investimento de US$ 23 bilhões em manufatura, anunciado no ano passado, funciona como uma barreira contra impostos. Para o executivo, a ampliação da produção local reduz significativamente a exposição da empresa a mudanças na política comercial americana.

As declarações foram feitas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer impor tarifas de 10% sobre produtos de diversos países europeus até 1º de fevereiro, reacendendo preocupações sobre uma possível escalada de tensões comerciais entre os dois lados do Atlântico.

Segundo Trump, “a taxa subirá para 25% a partir de 1º de junho”, caso não haja avanços nas negociações, o que aumenta o grau de incerteza para empresas europeias com forte atuação no mercado americano.

O setor farmacêutico europeu é apontado como um dos mais vulneráveis às propostas, já que medicamentos estão entre as maiores exportações da União Europeia para os Estados Unidos, o que amplia o potencial impacto econômico das medidas.

Dados mostram que as exportações da UE de produtos farmacêuticos para os EUA totalizaram 84,4 bilhões de euros (US$ 98,1 bilhões) durante os três primeiros trimestres do ano passado, reforçando a relevância estratégica do segmento no comércio bilateral.

Leia também: Novartis fecha compra da Avidity Bioscience por US$ 12 bilhões

“Esperamos estar em uma posição, até meados deste ano, onde não estaremos realmente expostos a tarifas, porque somos capazes de produzir nos EUA para os EUA”, disse Narasimhan, ao comentar a estratégia industrial da companhia.

“Temos estoque em mãos”, acrescentou o executivo, destacando que a empresa também está preparada para absorver eventuais impactos de curto prazo.

“Também temos um acordo com o governo dos EUA que nos exclui de quaisquer tarifas, acreditamos, mas caso esse não fosse o caso, também estamos protegidos para o futuro”, afirmou Narasimhan, reforçando a avaliação de que a Novartis está bem posicionada diante do novo cenário comercial.

No mercado financeiro, as ações da Novartis listadas em Zurique atingiram níveis recordes na quarta-feira da semana passada, sendo negociadas a US$ 116,06 por ação, em meio à percepção positiva dos investidores.

Já na segunda-feira, primeiro dia de negociação após o anúncio das tarifas, os papéis da companhia operaram estáveis, indicando que o mercado, por ora, não precificou impactos relevantes das medidas sobre a empresa.

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