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OceanPact incorpora CBO e cria empresa com R$ 4 bilhões em receita anual

Publicado 27/02/2026 • 21:40 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Companhia combinada nasce com 73 embarcações, ampliando escala no apoio marítimo e offshore.
  • Receita anual supera R$ 4 bilhões e carteira de contratos soma R$ 14 bilhões.
  • Operação ainda depende de aval do CADE, assembleias e anuência de credores.

A consolidação no setor de apoio marítimo e serviços offshore ganhou um novo capítulo com o anúncio da combinação entre OceanPact Serviços Marítimos S.A. e CBO Holding S.A.. A operação, estruturada por meio da incorporação da holding da CBO pela OceanPact, foi comunicada ao mercado em Fato Relevante e ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), além de aval de acionistas e credores.

Com a integração, a futura companhia passa a reunir 73 embarcações e projeta receita anual superior a R$ 4 bilhões, além de um backlog estimado em R$ 14 bilhões, ampliando presença em contratos de maior complexidade técnica e maior duração.

Sinergias no centro da estratégia

A reestruturação foi desenhada para capturar ganhos de escala e eficiência operacional, apoiada em quatro frentes: reforço da geração de caixa, ampliação da base de ativos, integração comercial e operacional e complementaridade de frotas, com redução da idade média das embarcações e otimização da alocação.

O movimento ocorre em um ambiente de retomada de investimentos na indústria naval. Recentemente, a Bram Offshore garantiu R$ 1,98 bilhão para construir seis navios de apoio, sinalizando confiança no crescimento da demanda ligada à produção de petróleo.

Estamos unindo frotas, equipes e competências complementares, o que nos dá flexibilidade para atender contratos mais exigentes e ampliar nossa competitividade”, afirmou Flavio Andrade, fundador e CEO da OceanPact. Segundo ele, a nova estrutura também abre espaço para expansão em operações submarinas, descomissionamento e projetos ambientais.

Na avaliação de Marcos Tinti, CEO do Grupo CBO, a combinação fortalece o posicionamento estratégico das empresas. “Esse movimento nos permite gerar ainda mais valor para clientes, colaboradores, acionistas e toda a cadeia de negócios”, declarou, destacando o alinhamento com os planos de crescimento da produção de petróleo.

Nova arquitetura de comando

A empresa combinada terá Flavio Andrade como CEO e Eduardo de Toledo como CFO. Marcos Tinti assumirá a vice-presidência de Navegação, enquanto Haroldo Solberg ficará responsável pela integração das operações.

O Conselho de Administração será formado por sete membros, sendo três independentes, três indicados por Vinci Compass, Patria e Flavio Andrade, e um representante da BNDESPar. O conselheiro independente Luís Araujo presidirá o colegiado.

A composição acionária ficará distribuída entre Vinci Compass (21,8%), fundos geridos pelo Patria (21,8%), Flavio Andrade (13,0%), BNDESPar (10,9%), executivos da OceanPact (3,8%) e mercado (28,7%), refletindo um modelo de capital pulverizado e institucionalizado.

Transição energética como vetor de longo prazo

Além dos ganhos operacionais, as companhias defendem que a união cria condições para acelerar iniciativas de inovação sustentável, integrando tecnologia, inteligência operacional e gestão de riscos a uma estratégia voltada à geração de valor no longo prazo.

A OceanPact integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e mantém foco na redução de emissões de gases de efeito estufa, eficiência energética e desenvolvimento de soluções de baixo carbono.

Já o Grupo CBO conquistou, em 2024, prioridade no Fundo da Marinha Mercante para financiar projeto de adequação de embarcações e retrofit de motores com uso de etanol como combustível, iniciativa que pode viabilizar o primeiro projeto de pesquisa e desenvolvimento nessa finalidade no setor naval brasileiro.

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