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Retomada estratégica: Petrobras reativa fábricas de fertilizantes no Nordeste
Publicado 13/01/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/01/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Agência Petrobras
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA), no município de Camaçari
O setor de insumos agrícolas brasileiro ganha um novo fôlego neste mês de janeiro com o retorno operacional das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs) na Bahia e em Sergipe.
Com um aporte inicial de R$ 76 milhões, a Petrobras reativa as unidades para fortalecer a produção nacional de amônia, ureia e ARLA 32. A iniciativa é vista como um movimento crucial para o agronegócio, já que a retomada das plantas gera mais de 5.400 empregos, entre postos diretos e indiretos, nas regiões de Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE).
A unidade de Sergipe já apresenta resultados práticos, tendo iniciado a fabricação de amônia no último dia de dezembro e a de ureia no dia 3 de janeiro. A planta tem capacidade para entregar 1.800 toneladas diárias de ureia, o que representa cerca de 7% do consumo brasileiro.
Enquanto isso, a fábrica baiana finalizou as etapas de manutenção e entrou em fase de comissionamento, com a meta de atingir a produção plena de ureia ainda antes do fim deste mês, contribuindo com outros 5% da demanda nacional.
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Somadas à unidade ANSA, no Paraná, as fábricas do Nordeste deverão suprir 20% do mercado interno de ureia, reduzindo a vulnerabilidade do Brasil frente às importações. Atualmente, o país depende quase integralmente de fornecedores estrangeiros para este insumo.
A Petrobras planeja elevar essa autossuficiência para 35% nos próximos anos, impulsionada pela conclusão de uma nova planta no Mato Grosso do Sul, consolidando o gás natural nacional como base da cadeia produtiva.
Além de abastecer o agronegócio, a produção das FAFENs atenderá setores industriais de tintas, têxteis e celulose. Outro destaque estratégico é a fabricação de ARLA 32, reagente essencial para caminhões e ônibus reduzirem a emissão de gases poluentes.
Ao integrar a produção de fertilizantes ao portfólio de refino e gás, a companhia busca agregar valor ao gás natural extraído no pré-sal, transformando a matéria-prima em produtos de alto valor agregado para a economia brasileira.
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