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Prejuízo dos Correios cresce 83% no 1º trimestre e alcança R$ 3,2 bilhões

Publicado 01/06/2026 • 17:06 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Apesar do resultado negativo, a estatal apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões, revertendo o prejuízo bruto observado no início de 2025.
  • A empresa atribui o desempenho à queda das receitas dos serviços postais tradicionais, ao aumento da concorrência no setor logístico e aos custos da manutenção da rede de atendimento em todo o país.
  • As despesas administrativas cresceram de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões, enquanto o resultado financeiro ficou negativo em R$ 636,9 milhões; após prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, a estatal projeta voltar ao superávit apenas em 2027.
Correios

Foto: Estadão

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor 83% superior ao resultado negativo de R$ 1,725 bilhão apurado no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pela estatal no último domingo (30).

Apesar do resultado final, a empresa apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões entre janeiro e março, revertendo o prejuízo bruto registrado no início de 2025. O dado indica melhora na margem operacional direta antes da contabilização das despesas administrativas, financeiras e outras obrigações.

No relatório, os Correios atribuem o desempenho negativo a desafios estruturais e de mercado. Entre os fatores citados estão a queda contínua das receitas provenientes dos serviços postais tradicionais e o aumento da concorrência em segmentos mais rentáveis da logística, especialmente o comércio eletrônico.

A estatal também destaca os custos associados à manutenção de sua ampla rede de atendimento, necessária para cumprir a obrigação legal de universalização dos serviços postais, que exige presença em localidades remotas e de baixa rentabilidade.

Outro fator que pressionou o resultado foi o avanço das despesas gerais e administrativas, que saltaram de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões na comparação anual. Segundo a empresa, o aumento foi impulsionado por reajustes salariais, efeitos da inflação e pela revisão de provisões relacionadas a processos trabalhistas, cíveis e fiscais.

O resultado financeiro também teve impacto relevante nas contas, com saldo negativo de R$ 636,9 milhões, influenciado pelo custo de encargos e comissões de dívidas contratadas para assegurar a liquidez das operações.

O desempenho do primeiro trimestre ocorre após a estatal encerrar 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. De acordo com projeções dos próprios Correios, o resultado de 2026 poderá ser ainda mais negativo. A empresa afirma ter adotado medidas para reequilibrar as finanças e prevê retornar ao superávit apenas em 2027.

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