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Quem é Henrique Braun, o brasileiro que vai comandar a Coca-Cola?
Publicado 11/12/2025 • 12:34 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 11/12/2025 • 12:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Coca-Cola confirmou que o brasileiro Henrique Braun assumirá a presidência-executiva da companhia em 2026.
Segundo a empresa, a mudança ocorrerá em 31 de março, quando Braun também passará a integrar o conselho de administração. O atual presidente, James Quincey continuará na companhia como presidente executivo do conselho.
Braun está na empresa desde 1996 e atua como Vice-Presidente Executivo e diretor de operações desde 1º de janeiro de 2025, supervisionando todas as unidades operacionais da companhia. Desde de 2024 ocupa o cargo de vice-presidente executivo.
Entre 2023 e 2024, comandou a área de Desenvolvimento Internacional, responsável por sete das nove unidades operacionais. Antes disso, dirigiu a unidade operacional da América Latina entre 2020 e 2022 e liderou a unidade de negócios do Brasil de 2016 a 2020.
Entre 2013 e 2016, presidiu a operação da Grande China e Coreia do Sul. Braun ingressou na empresa em 1996, em Atlanta, e progrediu em posições estratégicas nas regiões da América do Norte, Europa, América Latina e Ásia.
Leia mais: Coca-Cola supera estimativas de lucro e receita, mas venda de bebidas segue fraca.
Sua experiência inclui atuação em cadeia de suprimentos, desenvolvimento de negócios, marketing, inovação, gestão geral e operações de engarrafamento. Ele possui formação em engenharia agronômica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado pela Michigan State University e MBA pela Georgia State University. O executivo é cidadão americano, nascido na Califórnia e criado no Brasil.
“É uma honra assumir este novo cargo e tenho enorme apreço por tudo o que James fez para liderar a empresa”, disse Braun. “Meu foco será dar continuidade ao impulso que construímos com nosso sistema. Trabalharemos para desbloquear o crescimento futuro em parceria com nossos engarrafadores. Estou entusiasmado com o futuro do nosso negócio e vejo enormes oportunidades em um mercado global em rápida transformação.”
A mudança ocorre em um momento de menor demanda global por refrigerantes.
No terceiro trimestre, o volume mundial de caixas unitárias registrou alta modesta de 1% após queda no período anterior.
O recuo foi ainda mais intenso entre consumidores de baixa renda, que diminuíram o volume de compras. Para amenizar esse impacto, a empresa passou a apostar em embalagens menores e opções mais acessíveis. Já categorias como água, café e chá registraram desempenho superior ao dos refrigerantes, movimento que vem orientando ajustes estratégicos no portfólio.
Leia mais: Lucro da Coca-Cola sobe 30% no 3º trimestre, mas CEO alerta para desaceleração nos mercados emergentes.
Durante a gestão de Quincey, a Coca-Cola superou a rival Pepsico, impulsionada pelo desempenho em restaurantes e cinemas.
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