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Raízen: quem são os bancos e investidores que podem decidir o rumo da empresa
Publicado 11/03/2026 • 10:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/03/2026 • 10:23 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação/Raízen.
Raízen
Nesta quarta-feira (11), a produtora e distribuidora de combustíveis Raízen anunciou a protocolação de um pedido de recuperação extrajudicial. Agora, a joint venture entre Shell e Cosan irá renegociar dívidas não operacionais diretamente com os credores. Segundo o documento, trata-se de um montante de R$ 65,1 bilhões.
Atualmente, de acordo com o Fato Relevante, 47% dos credores da companhia já aderiram ao plano de recuperação extrajudicial. Contudo, é necessário o apoio de 50% + 1 para que a solicitação seja aprovada pela Justiça de São Paulo.
Na prática, isso significa que bancos e investidores que emprestaram dinheiro à companhia, seja por meio de financiamentos ou pela compra de títulos de dívida, precisam concordar com os termos da renegociação. Caso a maioria aceite o plano, a Justiça pode homologar o acordo e permitir que a empresa avance com a reestruturação.
Nesse sentido, de acordo com o Estadão, a Raízen tem, no mínimo:
Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen
No que se refere às instituições financeiras, a companhia deve valores para o Itaú, Santander e Bradesco.
De acordo com o Valor Econômico, no dia 19 de fevereiro de 2026, o trio de bancos assinou uma carta representando os credores bancários locais. Nela, havia também a assinatura do banco de investimentos Moelis & Company, que representa os “bondholders”.
Leia também: Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?
Em seguida, no domingo de 22 de fevereiro, os bancos estrangeiros enviaram uma segunda carta. Entre eles, estavam instituições como JPMorgan, Bank of America, BNP, Sumitomo e Credit Agricole. Ademais, o Banco do Brasil também assinou a versão mais recente da carta.
Agora, a Raízen aguarda a aprovação do pedido de recuperação extrajudicial. Se conseguir a adesão da maioria dos credores, terá a suspensão da cobrança das dívidas por cerca de 90 dias. Junto a isso, o alongamento de prazo é acompanhado de uma injeção de capital de R$ 4 bilhões, vindas da Shell e do sócio-fundador da Cosan, Rubens Ometto.
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