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Quem são os brasileiros que saíram do Twitter para um acordo de R$ 27 bilhões nos EUA
Publicado 25/01/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 25/01/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Brex
Dois brasileiros que trocaram mensagens no antigo Twitter (atual rede social X) ainda no ensino médio transformaram uma amizade virtual em um dos maiores casos de sucesso da fintech global.
Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, ambos com menos de 30 anos, tornaram-se bilionários após fundarem a Brex, empresa criada nos Estados Unidos. O feito os colocou no seleto grupo dos bilionários mais jovens do mundo e garantiu a eles uma vaga na lista “30 Under 30 Finance” da Forbes, em 2019.
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O anúncio de uma rodada de financiamento de US$ 300 milhões elevou o valor de mercado da companhia para US$ 12,3 bilhões, em 2022.
A operação, liderada pelos fundos Greenoaks Capital e Technology Crossover Ventures, quase dobrou a avaliação obtida nove meses antes e consolidou a Brex como uma das startups mais valiosas do setor de pagamentos corporativos.
Na última quinta-feira (22), a empresa Brex foi comprada pela Capital One em uma transação avaliada em US$ 5,15 bilhões (cerca de R$ 27,23 bilhões). Mesmo após a conclusão do negócio, Pedro Franceschi seguirá ocupando o cargo de diretor-executivo, enquanto Henrique Dubugras passará a integrar o conselho administrativo da organização.
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Henrique Dubugras, de São Paulo, e Pedro Franceschi, do Rio de Janeiro, se conheceram em 2012, quando ainda eram estudantes do último ano do ensino médio.
A afinidade surgiu em discussões sobre programação nas redes sociais e rapidamente evoluiu para conversas mais longas por chamadas on-line. Pouco tempo depois, a parceria se transformaria em negócio. “No Skype, não conseguíamos brigar tanto e nos tornamos melhores amigos”, afirmou Dubugras.
Em 2013, os dois criaram a Pagar.me, startup de pagamentos digitais voltada ao mercado brasileiro, a empresa cresceu rapidamente sendo vendida três anos depois para a Stone.
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A ação garantiu capital suficiente para que ambos se mudassem para os Estados Unidos e ingressassem no curso de ciência da computação em Stanford. A passagem pela universidade, no entanto, durou pouco.
Em 2017, Dubugras e Franceschi decidiram abandonar Stanford para fundar a Brex, em São Francisco. A ideia inicial era oferecer serviços bancários para startups, mas o modelo de cartões de crédito corporativos se mostrou mais viável para ganhar tração no mercado americano.
O produto principal da empresa é um cartão desenhado para atender companhias de tecnologia e negócios em rápido crescimento, com limites ajustados à realidade dessas empresas. A maior parte da receita vem das taxas pagas por comerciantes a cada transação realizada.
Com o tempo, a Brex ampliou o portfólio e passou a oferecer soluções de gestão de despesas, pagamento de contas corporativas e programas de recompensas, incluindo iniciativas ligadas a criptomoedas.
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Hoje, a empresa atende dezenas de milhares de clientes e já ultrapassou o universo das startups, com empresas de médio porte representando a maioria da base.
O mercado de pagamentos corporativos é disputado por nomes como Ramp e Bill.com, mas os fundadores afirmam que o espaço ainda é amplo, especialmente porque grande parte das transações entre empresas segue concentrada em processos manuais, como cheques e papel.
Desde a fundação, a Brex já levantou mais de US$ 1,1 bilhão em capital de risco, com investidores de peso do Vale do Silício.
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A empresa afirma que sua receita mais que dobrou no último ano e planeja usar os recursos mais recentes para expandir a equipe, reforçar o caixa e avançar sobre grandes corporações.
Embora já figurem entre os mais jovens bilionários do setor, os fundadores afirmam que a empresa continua em fase de crescimento.
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O plano é seguir ampliando produtos e consolidar a Brex como uma plataforma central para pagamentos e gestão financeira de empresas nos Estados Unidos e, no futuro, em outros mercados.
Além de Dubugras e Franceschi, recentemente uma brasileira se tornou a bilionária mais jovem do mundo. Luana Lopes Lara entrou para o seleto grupo de bilionários que construíram suas fortunas sozinhos.
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A brasileira é formada em ciência da computação pelo MIT e passou pelos estágios de verão da Bridgewater Associates e da Citadel, em 2018 fundou a startup Kalshi, atualmente avaliada em US$ 11 bilhões (R$ 58,63 bilhões), segundo reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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