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Roadster abre oportunidade com opções da Tesla mais baratas antes de lançamento
Publicado 23/09/2026 • 21:01 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/09/2026 • 21:01 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / Tesla
Roadster, que a Tesla apresentará em 1º de outubro
Os carros da Tesla são caros, e o Roadster, que a empresa apresentará em 1º de outubro, provavelmente será o mais caro deles, se o depósito de US$ 50 mil (R$ 258,5 mil) exigido para entrar na lista de reservas servir como indicação.
As opções da Tesla, porém, não estão particularmente caras. A volatilidade implícita para um mês está próxima do 36º percentil – ou seja, bem abaixo da média – apesar do evento que se aproxima e de outubro ser, em geral, um mês de volatilidade acima da média.
O lançamento do Cybercab, no início de setembro, ficou abaixo das expectativas da comunidade de analistas, com o Wells Fargo destacando, em particular, que o serviço de robotáxis enfrenta “problemas de execução”. Desde então, porém, as ações recuperaram terreno. Agora, com a carteira de pedidos do Roadster novamente aberta e os prêmios de opções de um mês próximos da parte inferior de sua faixa, o cenário parece favorável para um rompimento acima dos níveis anteriores à estreia do Cybercab, com risco definido caso a apresentação do Roadster também decepcione os investidores.
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A apresentação do Roadster está marcada para 1º de outubro, no campo de testes da SpaceX em McGregor, no Texas. A exigência financeira não é pequena: US$ 5 mil (R$ 25,85 mil) reembolsáveis no cartão de crédito, seguidos por uma transferência de US$ 45 mil (R$ 232,65 mil) em até dez dias. A reserva só é confirmada depois que a transferência é compensada. A lista também foi aberta no Canadá e na China. Segundo a Tesla, o evento finalmente deverá revelar preço, especificações e metas de produção do veículo.
Os céticos podem argumentar, com razão, que a companhia recebeu os mesmos depósitos de US$ 50 mil (R$ 258,5 mil) em 2017 e, desde então, não cumpriu uma longa sequência de datas previstas para as entregas. Mas a decisão de reabrir as reservas duas semanas antes da apresentação é, por si só, um sinal. Em tese, uma empresa não pediria aos clientes uma transferência desse tamanho por um carro que estaria prestes a causar constrangimento no palco – ou, pelo menos, é o que se espera. A apresentação da Cybertruck, vale lembrar, provocou algum constrangimento quando o engenheiro-chefe quebrou os vidros do veículo durante uma demonstração destinada justamente a mostrar sua resistência.
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Também acredito que a ressaca provocada pelo Cybercab foi exagerada. A estreia de 3 de setembro, em Austin, aparentemente decepcionou alguns investidores, embora não esteja claro o que exatamente esperavam. Talvez imaginassem uma transformação imediata da cidade, como em um filme de ficção científica, mas, diante dos obstáculos regulatórios e de outras dificuldades, essa expectativa sempre foi pouco realista.
Os serviços de transporte sem motorista farão parte da forma como as pessoas se deslocam, e a questão relevante para os próximos anos não é se o primeiro veículo de dois lugares da Tesla estava pronto para uma adoção em massa logo no primeiro dia. O ponto é quais empresas conseguirão fabricar centenas de milhares – ou milhões – de veículos autônomos, a um custo que torne a operação economicamente viável, e colocá-los nas ruas. Pouquíssimas companhias no mundo demonstraram capacidade de projetar, fabricar e distribuir produtos de consumo complexos nessa escala. A Tesla é uma delas.
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Siga o Times | CNBCComeços turbulentos parecem fazer parte da trajetória da Tesla, que depois mostrou capacidade de realizar o que poucas empresas fora da China conseguem.
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A crítica mais justa à Tesla não diz respeito exatamente à execução de novas tecnologias automotivas – embora a empresa costume ultrapassar seus ambiciosos prazos. A principal questão é a avaliação da companhia, crítica justificável quando a Tesla é comparada de maneira convencional com montadoras tradicionais ou mesmo com Uber e Lyft, usadas como referência para a oportunidade dos robotáxis. O múltiplo é difícil de justificar com base nos lucros atuais: a Tesla negocia a 213 vezes o lucro projetado, contra 22 vezes para a Uber e 7 vezes para a Ford.
Mas o mercado nunca avaliou a Tesla de maneira convencional, e há razões para isso. A empresa e seu fundador fizeram repetidamente coisas que muitos consideravam impossíveis ou absurdas de tentar: veículos elétricos para o mercado de massa com lucro, uma rede de recarga que hoje é utilizada por outras fabricantes e armazenamento de energia em escala de rede. Ao lado, na SpaceX, vieram os foguetes reutilizáveis.
Uma forma mais útil de enxergar a Tesla é como uma empresa de tecnologia com uma capacidade rara, construída ao longo dos anos, para projetar e fabricar produtos de consumo complexos. Sob essa perspectiva, o prêmio de avaliação parece menos uma exuberância e mais um preço atribuído às possibilidades futuras em autonomia, robótica e energia que poucas outras companhias podem reivindicar de maneira crível.
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Com um evento dedicado ao Semi em 24 de setembro, a apresentação do Roadster em 1º de outubro e a divulgação das entregas do terceiro trimestre logo depois, seria possível esperar uma valorização significativa das opções com vencimento em um mês, mas isso não aconteceu. A volatilidade implícita de 30 dias está em torno de 41%, elevada em termos absolutos para uma empresa de megacapitalização, mas próxima da parte inferior da própria faixa da Tesla no último ano. Para uma ação que frequentemente oscila 5% após uma manchete, esse é um preço razoável para obter exposição a uma possível alta.
Em vez de comprar opções de compra diretamente, eu usaria um spread de calls para reduzir o desembolso com o prêmio e a exposição a uma queda brusca da volatilidade depois do evento.
O spread de calls 380/440 com vencimento em 30 de outubro abrange a apresentação do Roadster, o relatório de entregas e a próxima divulgação de resultados da Tesla.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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