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EXCLUSIVO CNBC: CyberCab coloca Tesla na corrida dos robôs-táxis, mas escala ainda é desafio
Publicado 04/09/2026 • 22:16 | Atualizado há 56 minutos
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Publicado 04/09/2026 • 22:16 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
A Tesla deu um novo passo no mercado de veículos autônomos com o lançamento do CyberCab, seu robô-táxi desenvolvido para operar sem motorista. Para Tim Higgins, colunista do Wall Street Journal, a empresa avançou em uma etapa importante, mas ainda enfrenta desafios para transformar a tecnologia em um negócio de grande escala.
Em entrevista exclusiva à CNBC, Higgins afirmou que o lançamento provavelmente não correspondeu às expectativas criadas em torno do projeto. Segundo ele, parte da frustração está relacionada à complexidade de colocar veículos autônomos nas ruas, garantir a segurança e criar toda a infraestrutura necessária para a operação.
“Colocar carros autônomos nas ruas, garantir a segurança, construir toda a infraestrutura necessária e desenvolver um sistema que realmente funcione. Tudo isso leva tempo”.
O CyberCab começou a operar em Austin, no Texas, sem ninguém atrás do volante. Para Higgins, esse é um marco relevante para a Tesla, que trabalha há mais de uma década no desenvolvimento da tecnologia.
A empresa, porém, ainda está atrás de concorrentes como a Waymo, do Google, que já mantém uma operação de veículos autônomos em diversas cidades dos Estados Unidos. Em San Francisco, onde Higgins mora, os carros da Waymo já são comuns nas ruas.
“Estar em Austin sem pessoas atrás do volante é algo muito importante, mas ainda há um longo caminho a percorrer”.
O desafio da Tesla não está apenas em desenvolver a tecnologia necessária para conduzir os veículos. A empresa também precisa construir uma operação capaz de atender os usuários diariamente.
Isso envolve manutenção, atendimento, disponibilidade dos veículos e a criação de uma experiência que leve os consumidores a utilizar os robôs-táxis para atividades rotineiras, como ir ao trabalho, ao cinema ou a restaurantes.
A escala de produção é um dos principais pontos positivos da Tesla, segundo Higgins. A companhia possui capacidade de fabricação em larga escala, enquanto empresas como a Waymo dependem de veículos produzidos por outras montadoras para depois adaptá-los à condução autônoma.
“A aposta é que Elon consiga produzir milhões dessas unidades muito rapidamente assim que estiverem prontas para o mercado”, afirmou.
O cenário, contudo, também apresenta riscos. Higgins destaca a própria tecnologia utilizada pela Tesla como um dos principais obstáculos.
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Siga o Times | CNBCDiferentemente de empresas que utilizam LiDAR, sistema baseado em sensores a laser para identificar o ambiente ao redor do veículo, a Tesla aposta principalmente em câmeras.
Especialistas do setor reconhecem que sistemas baseados em câmeras podem funcionar, mas a abordagem ainda enfrenta desafios relacionados à segurança e à capacidade de operar em diferentes condições.
A questão central, portanto, não seria apenas se os veículos autônomos chegarão ao mercado, mas qual será a velocidade de expansão da tecnologia e qual tamanho de mercado a Tesla conseguirá conquistar.
Outro ponto de atenção está em uma eventual integração entre Tesla e SpaceX. Durante a apresentação, Elon Musk mencionou possibilidades relacionadas à Starlink, rede de satélites da SpaceX.
A conexão poderia permitir que os veículos permanecessem integrados à internet e, segundo Higgins, teria aplicações importantes para manutenção e operação dos carros.
A possibilidade de uma fusão ou incorporação da Tesla pela SpaceX, porém, permanece como uma das principais dúvidas em torno do futuro da montadora.
Para Higgins, a capacidade de fabricação da Tesla é uma vantagem relevante, mas a empresa ainda precisa provar que consegue operar uma rede de robôs-táxis com segurança e eficiência.
Embora sensores LiDAR tenham sido observados em veículos utilizados pela Tesla durante testes, eles não fazem parte da arquitetura principal adotada pela empresa.
A escolha está diretamente ligada à visão de Musk de que câmeras podem reproduzir a capacidade humana de interpretar o ambiente.
“Quando estamos lá fora vendo o mundo com nossos olhos, os carros deveriam ser capazes de fazer a mesma coisa”, afirmou Higgins ao resumir a lógica por trás da estratégia.
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