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Shein cresce só 1% no primeiro semestre após IPO; veja os números

Publicado 03/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Receita da Shein cresceu apenas 1% no primeiro semestre, enquanto o lucro operacional da companhia caiu pela metade na comparação anual.
  • Ações da Shein recuaram mais de 11% em Hong Kong após a divulgação dos resultados e acumulam queda superior a 35% desde a estreia na Bolsa.
  • Receita caiu 13,9% na Europa e 6% nos Estados Unidos, em um período marcado pelo impacto das tarifas e pela redução no volume de vendas.
Shein cresce só 1% no primeiro semestre após IPO; veja os números

Foto: unsplash

Shein cresce só 1% no primeiro semestre após IPO; veja os números

A Shein registrou crescimento de apenas 1% na receita no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado veio acompanhado de uma queda de 50% no lucro operacional.

Os números foram divulgados na segunda-feira (28) e representam os primeiros resultados apresentados pela companhia desde sua oferta pública inicial de ações (IPO), realizada em setembro na Bolsa de Hong Kong.

Leia também: Ações da Shein caem 11% na bolsa de Hong Kong após resultado do segundo semestre decepcionar

Após a divulgação, as ações da empresa caíram mais de 11% durante os negócios desta terça-feira (29). Por volta do meio-dia, os papéis recuavam 10,9%, cotados a 31,44 dólares de Hong Kong.

Shein perde valor após IPO

A estreia da Shein no mercado acionário avaliou a companhia em cerca de US$ 26,3 bilhões (aproximadamente R$ 136,06 bilhões). O valor ficou distante dos quase US$ 100 bilhões (R$ 517,31 bilhões) alcançados pela empresa durante rodadas privadas de captação em 2022. Desde o primeiro dia de negociação em Hong Kong, em setembro, as ações acumulam queda superior a 35%.

O desempenho também ocorre em um momento de maior concorrência no comércio eletrônico de baixo custo. Plataformas como Temu e AliExpress disputam consumidores com a Shein. Além disso, a empresa enfrenta críticas relacionadas ao impacto ambiental de suas operações e acusações de violações de direitos humanos.

Receita cai na Europa e nos EUA

A Shein também registrou queda nas receitas de dois mercados importantes. Na Europa, a receita líquida recuou 13,9% no segundo trimestre, para quase US$ 3,8 bilhões (R$ 19,66 bilhões). Segundo a companhia, a redução ocorreu junto com uma queda no volume de vendas.

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Dessa forma, a empresa afirmou que elevou os preços e reduziu os gastos com publicidade online diante da expectativa pelo fim da isenção de tarifas alfandegárias. Além disso, nos Estados Unidos, outro mercado relevante para a Shein, a receita caiu 6% entre abril e junho. A companhia relacionou o resultado ao impacto das tarifas.

Custos pressionam resultado da Shein

A queda do lucro operacional também coloca pressão sobre os próximos resultados da empresa. Para Catherine Lim, analista da Business Intelligence, a redução mais acentuada do lucro operacional levanta dúvidas sobre o tamanho de uma eventual recuperação em 2027.

Leia também: Lucro operacional da Shein caiu 50% no primeiro semestre de 2026

Entre os fatores considerados estão a redução dos custos de frete e a estratégia de ampliar a participação de marcas com preços mais altos. Além disso, segundo a analista, a administração da Shein pretende absorver custos de frete e tarifas em vez de repassá-los integralmente aos consumidores. A estratégia busca preservar a posição competitiva da empresa.

Por outro lado, Lim avalia que a localização dos estoques na Europa pode aumentar os custos logísticos no curto prazo. Com a receita crescendo apenas 1% no primeiro semestre e o lucro operacional recuando pela metade, o mercado passou a acompanhar os próximos resultados da Shein após sua chegada à Bolsa de Hong Kong.

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