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Startup de IA Manus capta US$ 500 milhões em primeira rodada após rompimento com Meta
Publicado 08/10/2026 • 13:15 | Atualizado há 56 minutos
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Publicado 08/10/2026 • 13:15 | Atualizado há 56 minutos
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Wikimedia Commons.
A startup de agentes de inteligência artificial (IA) Manus captou mais de US$ 500 milhões em sua primeira rodada de financiamento desde que a Meta foi obrigada a abandonar a aquisição da empresa.
A Butterfly Effect, controladora da Manus, informou nesta quinta-feira que a rodada foi liderada pela empresa de private equity Boyu Capital e pela investidora de venture capital IDG Capital, com novos aportes dos acionistas existentes Tencent, HSG e ZhenFund.
A empresa não divulgou sua avaliação após a rodada. A Bloomberg informou no mês passado que a Manus deveria dobrar sua avaliação para US$ 4 bilhões nesta rodada de financiamento, o que a tornaria a empresa de agentes de IA mais valiosa da China.
A captação sugere que os investidores não se deixaram desmotivar pela ordem sem precedentes de Pequim para bloquear a aquisição de US$ 2 bilhões da Manus pela Meta, que durou pouco. A Meta trabalhava para integrar a equipe e a tecnologia da Manus ao seu sistema quando as autoridades bloquearam o acordo.
O resultado também mostra que o interesse por startups de agentes de IA continua firme, mesmo com a rápida evolução dos modelos de base e o aumento da competição por preços.
“A captação mostra que as consequências de curto prazo do caso Meta foram contidas e que os investidores estão dispostos a apoiar a Manus como uma empresa independente”, afirmou Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group. Ele também destacou a retomada da confiança no potencial comercial dos agentes de IA.
Leia também: Meta começa a desfazer acordo de US$ 2 bilhões com a Manus por ordem de Pequim
A Manus pode, eventualmente, buscar uma oferta pública de ações, mas a tarefa mais imediata será reformular sua estrutura empresarial e de propriedade para demonstrar rentabilidade e se adequar às exigências regulatórias de Pequim, segundo analistas.
“A tarefa imediata da Manus agora é provar escala, rentabilidade e alinhamento regulatório”, afirmou Han Lin, diretor da China no The Asia Group.
No início deste mês, a Manus informou que havia retomado suas operações de forma independente após a separação da Meta e que sua equipe fundadora continuaria trabalhando no desenvolvimento de agentes de IA generativa para usuários em todo o mundo.
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Siga o Times | CNBCAntes vista como um modelo para startups chinesas que buscavam alcançar mercados globais, a Manus se tornou um alerta para empresas pressionadas entre os reguladores de Pequim e Washington.
A empresa foi lançada no início de 2025 na China e, posteriormente, transferiu seus funcionários para Cingapura após receber investimento da empresa americana de venture capital Benchmark. A Meta anunciou a aquisição em dezembro. Mais tarde, os reguladores chineses bloquearam a operação.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China afirmou ter decidido “proibir o investimento estrangeiro no projeto Manus”. Naquele momento, a Meta já havia começado a integrar a equipe e a tecnologia da Manus aos seus próprios sistemas.
Leia também: China bloqueia aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta
Desde a separação, a startup de IA apresentou o Manus 2.0, desenvolvido sobre um novo sistema interno de execução chamado Cascade. A empresa também lançou o Cue, um aplicativo independente de agente pessoal no qual cada agente possui seu próprio endereço de e-mail, número de telefone e carteira digital.
A Meta, por sua vez, avançou com seu próprio agente pessoal de IA, lançando o agente Muse no início de setembro, baseado no agente de IA de código aberto OpenClaw.
“A integração próxima” com a Manus “não desaparece quando a transação é desfeita”, afirmou Matthias Hendrichs, consultor baseado em Cingapura que trabalha com empresas globais de IA.
“É possível separar as empresas, mas não fazer com que os engenheiros esqueçam o que aprenderam.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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