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China bloqueia aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta
Publicado 27/04/2026 • 06:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/04/2026 • 06:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Meta começou a desfazer sua aquisição de US$ 2 bilhões da Manus, enquanto busca cumprir uma ordem de Pequim para reverter o negócio.
O órgão estatal de planejamento da China afirmou, nesta segunda-feira (27), que a Meta deve desfazer a aquisição de US$ 2 bilhões da Manus, uma startup de IA sediada em Singapura e com raízes chinesas.
A decisão de proibir o investimento estrangeiro na Manus foi tomada de acordo com as leis e regulamentos vigentes, informou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) em um breve comunicado. O órgão acrescentou que solicitou às partes envolvidas a retirada da transação de aquisição.
Leia também: Meta compra startup de Singapura e reforça ofensiva global em agentes de IA
A CNBC entrou em contato com a Meta para comentar o caso. As ações da empresa registravam queda de 0,2% nas negociações pré-mercado.
O acordo já vinha sendo alvo de escrutínio tanto na China quanto em Washington, uma vez que legisladores nos Estados Unidos proibiram investidores americanos de financiar diretamente empresas chinesas de IA. Ao mesmo tempo, Pequim tem intensificado esforços para desencorajar fundadores chineses de empresas de IA a transferirem seus negócios para o exterior.
A intervenção do governo chinês na transação gerou preocupação entre fundadores de empresas de tecnologia e investidores de capital de risco no país, que esperavam se beneficiar do chamado modelo de “Singapore-washing”, no qual companhias deixam a China e se estabelecem na cidade-Estado para evitar o escrutínio de Pequim e de Washington.
Leia também: Pequim intervém em negócio da Meta e muda rota de startups chinesas de IA
A Manus foi fundada na China antes de se mudar para Singapura. A empresa desenvolve agentes de IA de uso geral e lançou seu primeiro agente geral de IA no ano passado, capaz de executar tarefas complexas como pesquisa de mercado, programação e análise de dados.
Quando a Meta anunciou o acordo, no fim do ano passado, a gigante de tecnologia afirmou que pretendia acelerar a inovação em IA para empresas e integrar automação avançada a seus produtos voltados tanto ao consumidor quanto ao mercado corporativo, incluindo seu assistente Meta AI.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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