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OpenEvidence, o ‘ChatGPT para médicos’, dobra valuation e chega a US$ 12 bilhões
Publicado 21/01/2026 • 12:22 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 21/01/2026 • 12:22 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
OpenEvidence, the ‘ChatGPT for doctors,’ doubles valuation to $12 billion
OpenEvidence, the ‘ChatGPT for doctors,’ doubles valuation to $12 billion
A OpenEvidence dobrou sua avaliação para US$ 12 bilhões após concluir uma rodada de financiamento de US$ 250 milhões liderada por Thrive Capital e DST. A startup, conhecida como o “ChatGPT para médicos”, afirmou que a operação consolida sua expansão entre profissionais de saúde nos Estados Unidos.
Fundada em 2022 e sediada em Miami, a OpenEvidence havia levantado US$ 75 milhões em fevereiro do ano passado, quando era avaliada em US$ 1 bilhão. Em outubro, o valor subiu para US$ 6 bilhões. Em menos de um ano, a empresa captou cerca de US$ 700 milhões com investidores como Google, Nvidia, Kleiner Perkins, Craft Ventures e a Mayo Clinic.
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A OpenEvidence foi criada por Daniel Nadler, fundador da Kensho Technologies, vendida à Standard & Poor’s em 2018, e por Zachary Ziegler, doutorando em inteligência artificial em Harvard. A empresa desenvolveu um chatbot voltado exclusivamente para médicos, treinado com dados de periódicos científicos e bases clínicas especializadas.
Segundo Nadler, a OpenEvidence apoia decisões clínicas de alto risco no momento do atendimento. O sistema não utiliza dados abertos da internet ou redes sociais, evitando a incorporação de informações médicas de baixa qualidade.
De acordo com o CEO, a OpenEvidence é utilizada por mais de 40% dos médicos dos Estados Unidos. A empresa informou ter superado US$ 100 milhões em receita anualizada no último ano, impulsionada principalmente por crescimento orgânico. Cerca de 95% dos novos usuários chegam por indicação de outros profissionais de saúde.
O mercado de saúde nos EUA representa quase 20% do Produto Interno Bruto do país, com gastos anuais próximos de US$ 5 trilhões, segundo dados citados pela companhia.
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Siga o Times | CNBCO avanço de soluções baseadas em inteligência artificial atraiu grandes empresas para o setor. A OpenAI lançou o ChatGPT Health, enquanto a Anthropic oferece o Claude Healthcare, ambos compatíveis com regras de proteção de dados médicos.
Nadler afirma que a vantagem da OpenEvidence está no foco exclusivo em médicos, na qualidade das bases de dados e no volume de uso real. Segundo ele, a empresa já acumulou centenas de milhões de consultas clínicas feitas por profissionais verificados, o que cria uma barreira relevante para novos concorrentes.
Desde o início, a OpenEvidence adotou um modelo de receita baseado em publicidade. Empresas podem promover produtos e serviços por meio de vídeos dentro do aplicativo, o que facilita a adoção em pequenas clínicas sem orçamento para softwares corporativos.
O setor de inteligência artificial começa a testar estratégias semelhantes. Recentemente, a OpenAI informou que avalia uma versão do ChatGPT com anúncios. Nadler afirma que a OpenEvidence busca equilibrar crescimento e sustentabilidade financeira, sem planos de prejuízos bilionários prolongados.
Apesar do interesse de grandes empresas por aquisições no segmento de inteligência artificial, Nadler disse que pretende manter a OpenEvidence como companhia independente. Sobre uma eventual abertura de capital, o executivo avalia que empresas focadas em modelos de base devem chegar à bolsa antes das aplicações especializadas.
Segundo ele, esse movimento tende a seguir o padrão observado em ciclos anteriores da indústria de tecnologia, com as plataformas estruturais abrindo capital antes das soluções de nicho.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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