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Claude, da Anthropic, vai identificar textos gerados por IA com marca d’água invisível
Publicado 11/08/2026 • 18:54 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 18:54 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Shutterstock
A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, anunciou nesta terça-feira (11) que adotará mecanismos de identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial para cumprir as exigências do AI Act da União Europeia. A companhia assinou o Código de Práticas do Artigo 50(2), voltado à transparência sobre conteúdos gerados por IA.
Novos modelos do Claude lançados na União Europeia passarão a incluir mecanismos de identificação desde o primeiro dia de operação. Segundo a Anthropic, os recursos também serão aplicados aos modelos suportados em outros mercados, independentemente da região onde o Claude seja utilizado.
A principal novidade será a inclusão de marcas d’água invisíveis em textos gerados pelo Claude. O mecanismo será incorporado diretamente ao conteúdo e não deverá ser perceptível ao usuário nem alterar o significado, a qualidade ou a legibilidade do texto.
Como a marca estará inserida no próprio conteúdo, ela poderá acompanhar o texto quando for copiado e colado em outras plataformas e poderá permanecer mesmo após algumas alterações.
Além dos textos, a Anthropic adotará um segundo mecanismo para arquivos gerados pelo Claude.
Em formatos compatíveis, como SVG, PNG e JPG, a empresa incluirá metadados de procedência assinados digitalmente. O recurso seguirá o padrão aberto C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity), utilizado pela indústria para registrar informações sobre a origem e o histórico de conteúdos digitais.
Na prática, a identificação poderá indicar que determinado arquivo foi processado pelo Claude e permitir verificar se os dados de procedência foram alterados posteriormente.
Os mecanismos serão aplicados aos conteúdos produzidos por modelos compatíveis em diferentes produtos da Anthropic, incluindo Claude Platform (API), Claude, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag.
A empresa também informou que as marcas d’água serão utilizadas quando modelos compatíveis forem acessados por meio de parceiros de nuvem como AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry. A disponibilidade dos metadados assinados poderá variar de acordo com os recursos oferecidos por cada plataforma.
A medida não ficará restrita aos modelos lançados a partir de agosto de 2026.
A Anthropic afirmou que está trabalhando para adicionar mecanismos de identificação aos modelos lançados antes da entrada em vigor das novas exigências. Esses sistemas estão sujeitos a um período de transição previsto na legislação europeia.
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Siga o Times | CNBCA companhia também pretende disponibilizar ferramentas para que usuários e terceiros consigam verificar se textos ou arquivos possuem uma marca associada ao Claude. Os detalhes técnicos sobre os mecanismos de detecção ainda serão divulgados.
A própria Anthropic alerta que a tecnologia terá limitações.
A identificação de uma marca do Claude poderá indicar que determinado conteúdo foi processado pelo sistema, mas não será uma prova definitiva de que a inteligência artificial foi a autora original daquele material.
Isso ocorre porque usuários podem recorrer ao Claude para revisar, traduzir, resumir ou converter conteúdos produzidos originalmente por pessoas ou por outras fontes. Nesses casos, o material poderá receber uma marca do Claude mesmo que as ideias ou os dados originais não tenham sido gerados pela IA.
O conteúdo também poderá ser alterado depois do processamento, inclusive por meio de edição, combinação com outros materiais ou reprodução parcial.
Por outro lado, a ausência de uma marca detectável também não significará que o conteúdo não foi produzido ou processado por inteligência artificial.
Segundo a Anthropic, a identificação pode deixar de ser detectável quando um texto é fortemente editado, parafraseado ou traduzido. Textos muito curtos também podem não apresentar sinal suficiente para uma detecção confiável.
No caso de arquivos, os metadados podem desaparecer após conversões de formato, novos salvamentos, capturas de tela ou outros processos.
A iniciativa ocorre em meio à implementação das regras europeias para aumentar a transparência no uso de inteligência artificial.
Para empresas que utilizam o Claude em seus próprios produtos, a Anthropic afirma que elas deverão avaliar individualmente quais obrigações de transparência previstas no Artigo 50 se aplicam aos seus serviços.
A companhia informou que pretende divulgar novas orientações técnicas sobre seus mecanismos de marcação e detecção à medida que os sistemas forem desenvolvidos
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