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Publicado 10/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Google amplia parceria com a Intel para chips personalizados; entenda o movimento
O Google e a Intel anunciaram nesta semana uma ampliação da parceria para o desenvolvimento e uso de chips voltados à inteligência artificial. O movimento reforça a estratégia da gigante americana em fortalecer sua infraestrutura em um mercado de grande ascensão.
Nos últimos meses, os avanços relacionados à I.A. seguem no topo da lista de desejos de empresas que prometem avanços significativos com o auxílio da ferramenta. Entretanto, apesar da ampliação por parte do Google, a empresa já possui forte influência no mercado de tecnologia global, incluindo o uso de I.A.
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Conforme noticiado pela CNBC, como parte do acordo, o Google se compromete a utilizar várias gerações de processadores da linha Xeon da Intel em seus data centers voltados à I.A. Esses chips serão aplicados em diferentes setores, incluindo a computação no geral.
Apesar de a parceria entre as empresas já existir, as ações da Intel subiram cerca de 5% na última quinta-feira (09). A iniciativa adotada pelas companhias bate de frente com outras gigantes do setor, como a Nvidia, outra gigante da tecnologia que dominou por muitos anos o mercado de CPUs.
“O roteiro de desenvolvimento do Xeon nos dá confiança de que podemos continuar atendendo às crescentes demandas de desempenho e eficiência de nossas cargas de trabalho”, disse Amin Vahdat, diretor de tecnologia de infraestrutura de IA do Google.
Apesar da grande renovação da parceria entre Google e Intel, os valores envolvidos na operação não foram revelados, além de não existir até o momento um cronograma detalhado para implementação da tecnologia.
O anúncio acontece em um momento em que as CPUs voltam ao centro das atenções na corrida pela inteligência artificial. De acordo com Dion Harris, responsável pela área de infraestrutura da Nvidia, em entrevista à CNBC, esses processadores estão se tornando cada vez mais necessários em um meio de avanços significativos da I.A., o que requer mais potência das unidades.
A Intel, que há anos enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo das novas tendências tecnológicas, vendeu cerca de 10% de suas participações ao governo dos Estados Unidos, em um movimento destacado pela administração de Trump como estratégico para reforçar a produção de novos chips.
Um mês após a porcentagem repassada ao governo americano, a Nvidia anunciou a compra de uma participação na Intel por US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25,4 bilhões na cotação atual).
Atualmente, a Intel produz o mais recente processador Xeon com a tecnologia 18A em sua nova fábrica no Arizona, sudeste dos Estados Unidos. Apesar dos bilhões investidos no segmento de fundição, os chips da empresa seguem como a principal demanda da companhia.
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Além disso, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, afirmou que Elon Musk contratou a empresa para projetar, fabricar e embalar chips personalizados destinados à SpaceX, xAI e Tesla, embora detalhes financeiros e prazos não tenham sido divulgados.
Com isso, a parceria entre Google e Intel tende a auxiliar ainda mais no desenvolvimento de chips e CPUs voltados à inteligência artificial. Além da cooperação entre as companhias, a junção também pode ajudar o Google a superar grandes concorrentes na corrida pela utilização de I.A.
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