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Meta lança Muse Wonder e cobra até R$ 500 por mês por nova IA
Publicado 12/10/2026 • 23:30 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 12/10/2026 • 23:30 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
Foto: Getty Images
Mark Zuckerberg, CEO da Meta Platforms Inc., revela o dispositivo Muse Charm durante o evento Meta Connect em Menlo Park, Califórnia, EUA, na quarta-feira, 23 de setembro de 2026
A Meta apresentou seu mais recente modelo de inteligência artificial, o Muse Wonder, que, segundo a empresa, é sua opção mais avançada para alimentar assistentes digitais. Mas o acesso à tecnologia não será gratuito.
Para utilizar o modelo, os usuários do aplicativo de agente pessoal Muse precisarão contratar uma assinatura mensal de US$ 20 (R$ 99,80) ou US$ 100 (R$ 499). O lançamento reforça os esforços da Meta para criar novas fontes de receita com inteligência artificial além de seu principal negócio de publicidade online.
O chefe de inteligência artificial da Meta, Alexandr Wang, afirmou em entrevista nesta segunda-feira (12) que a empresa desenvolveu o Muse Wonder, conhecido internamente pelo codinome Watermelon, para aprimorar as capacidades de agentes pessoais e profissionais. A intenção é evitar que esses sistemas fiquem paralisados diante de dificuldades em tarefas como reservar mesas em restaurantes e verificar a disponibilidade de horários.
Leia também: Assistente Muse, da Meta, lidera downloads; mas app precisa virar hábito
“Quando você executa tarefas no mundo real, encontra obstáculos, surgem imprevistos ou diferentes contratempos”, afirmou Wang. “Treinamos especificamente o modelo para que seja capaz de tentar outras abordagens, em vez de ficar paralisado e precisar voltar a consultar o usuário a qualquer momento.”
Em publicação em seu blog, a Meta afirmou que o novo modelo oferece suas proteções mais robustas até agora contra o uso indevido para fins cibernéticos. Por enquanto, essas salvaguardas estão disponíveis apenas na versão paga.
O Muse chegou ao topo da App Store, da Apple, depois que a Meta lançou o aplicativo de agente de IA no mês passado. O serviço é gratuito, mas oferece planos de assinatura para quem deseja utilizá-lo com maior frequência.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Meta avança no mercado de agentes de IA enquanto enfrenta questionamentos públicos sobre privacidade e segurança
Wang afirmou que a equipe de inteligência artificial da Meta vem acompanhando possíveis incidentes ou problemas relacionados aos agentes do Muse para compreender as falhas e solucioná-las. Alguns usuários reclamaram nas redes sociais que o assistente acessou mensagens pessoais sem autorização, alegação contestada pela empresa.
Segundo o executivo, a Meta está tentando orientar melhor as pessoas sobre o uso do aplicativo para evitar determinados problemas.
“Acho que certamente existem situações em que os usuários autorizaram diferentes comunicações ou outras ações anteriormente em uma conversa e depois podem ter se esquecido disso”, afirmou Wang. Ele acrescentou que a empresa está esclarecendo essas questões aos usuários para garantir que os consumidores possam confiar no produto daqui para a frente.
Leia também: Meta lança novo serviço de assinatura com recursos avançados de IA
O Muse Wonder também estará disponível para programadores que pagarem pelo acesso à Meta Model API. Wang afirmou que essa modalidade custará mais do que as assinaturas convencionais porque se trata de um modelo muito maior e de capacidade avançada. Ainda assim, segundo ele, o preço será significativamente inferior ao dos principais modelos da OpenAI e da Anthropic.
Uma versão ainda mais poderosa, chamada Muse Wonder Full, ficará restrita aos desenvolvedores que contratarem o Muse Code, agente de inteligência artificial da Meta voltado à engenharia de software. Nesse caso, os planos mensais custarão US$ 50 (R$ 249,50) ou US$ 200 (R$ 998).
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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