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Microsoft prepara chips próprios para reduzir dependência da Nvidia

Publicado 14/10/2026 • 06:30 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Maia 200 já opera em cargas de trabalho de IA da Microsoft, incluindo o Copilot.
  • Maia 300 tem implantação prevista para 2027 e promete 40% mais tokens por megawatt que sistemas de referência baseados em GPUs.
  • Chips próprios permitem à Microsoft otimizar desempenho, consumo de energia e custos, mas não eliminam o uso de componentes da Nvidia.
Microsoft prepara chips próprios para reduzir dependência da Nvidia.

Foto: Unsplash

Microsoft prepara chips próprios para reduzir dependência da Nvidia.

A Microsoft está ampliando sua linha de chips próprios para inteligência artificial com os modelos Azure Maia 200 e Maia 300.

Enquanto o Maia 200 já opera em cargas de trabalho da empresa, o Maia 300 tem implantação prevista para 2027, em uma estratégia para aumentar a eficiência dos serviços de IA e reduzir a dependência de fornecedores como a Nvidia.

Segundo a Microsoft, a família Azure Maia deve crescer para implantações de vários gigawatts a partir de 2027. A empresa quer usar os aceleradores próprios para executar modelos de IA em seus produtos, serviços de nuvem e ferramentas corporativas.

Leia também: Microsoft aposta em chip próprio de IA para desafiar a Nvidia

Maia 200 já opera em serviços de IA

Lançado em janeiro de 2026, o Maia 200 acelera a inferência, etapa em que modelos de inteligência artificial processam informações e geram respostas.

O chip atende a cargas da Microsoft, incluindo o Copilot, e suporta a execução de modelos próprios, da OpenAI e de código aberto. O acelerador atua para melhorar o desempenho e reduzir o custo de execução dos modelos.

Osistema oferece até 1,7 vez mais tokens por watt em recursos de IA integrados ao Teams, Copilot e experiências relacionadas, em comparação com a infraestrutura de GPUs usada como referência pela companhia.

A experiência com o Maia 200 também ajudou a Microsoft a identificar necessidades de hardware e software para a geração seguinte.

Maia 300 promete mais desempenho por energia

Previsto para 2027, o Maia 300 é a terceira geração da família e foi projetado para tarefas mais exigentes, como processamento de contextos longos, conversas que exigem respostas rápidas e agentes de IA que executam várias etapas de trabalho.

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A Microsoft estima que o novo sistema entregue 40% mais tokens por megawatt do que sistemas líderes baseados em unidades de processamento gráfico (GPUs). 

Em uma configuração com 96 aceleradores, a taxa de processamento de tokens por rack pode chegar a sete vezes o desempenho do Maia 200.

O Maia 300 também utiliza uma arquitetura de chiplets, que separa funções de computação, memória e entrada e saída de dados. 

O sistema inclui memória HBM4, com largura de banda de pico de 18 terabytes por segundo, e foi projetado para concentrar 96 aceleradores em um rack com consumo de até 167 quilowatts.

Leia também: Microsoft abre centro de IA na Índia para aproximar tecnologia de ponta das empresas

Chips próprios buscam reduzir custos

O desenvolvimento dos Maia faz parte do esforço da Microsoft para adaptar a infraestrutura às necessidades dos próprios modelos e serviços. Ao controlar o projeto dos aceleradores, a empresa pode otimizar o uso de energia, a movimentação de dados e o desempenho de aplicações de IA.

A iniciativa não significa, porém, que a Microsoft deixará de utilizar chips da Nvidia ou de outros fornecedores. A companhia trabalha com uma infraestrutura diversificada, escolhendo diferentes soluções conforme as demandas de cada serviço.

Com o Maia 200 em operação e o Maia 300 previsto para 2027, a Microsoft busca ampliar sua capacidade de processamento e atender ao crescimento da demanda por IA sem depender de uma única arquitetura de hardware.

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