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Musk x China? A disputa pela Lua ganha força com apoio de bilionários americanos; saiba mais

Publicado 21/02/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os bilionários Elon Musk e Jeff Bezos estão impulsionando suas empresas aeroespaciais, SpaceX e Blue Origin, respectivamente, para levar humanos ao solo lunar novamente – e antes da China, que tem uma missão planejada para 2030. 
  • A corrida espacial para ocupar a Lua tem desviado o foco original de Musk e Bezos. De um lado, o CEO da SpaceX, que falava de colonizar Marte desde a fundação da empresa, em 2002, parece ter deixado essa ideia em segundo plano.
Foguete "Starship" da SpaceX.

Foto: SpaceX.

Musk x China? A disputa pela Lua ganha força com apoio de bilionários americanos; saiba mais

Os bilionários Elon Musk e Jeff Bezos estão impulsionando suas empresas aeroespaciais, SpaceX e Blue Origin, respectivamente, para levar humanos ao solo lunar novamente – e antes da China, que tem uma missão planejada para 2030. 

A corrida espacial para ocupar a Lua tem desviado o foco original de Musk e Bezos. De um lado, o CEO da SpaceX, que falava de colonizar Marte desde a fundação da empresa, em 2002, parece ter deixado essa ideia em segundo plano. Segundo a Reuters, Elon teria chamado a Lua de “distração”, em meados de 2025.

Já do lado de Bezos, fundador da Blue Origin, o caminho foi encerrar o turismo espacial. Essa medida serviu para redirecionar recursos para o programa de pouso lunar “Blue Moon” – que envolve uma missão não tripulada para ir à superfície da Lua ainda em 2026.

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Os objetivos de Musk e da NASA

O interesse de Elon Musk na superfície da Lua está associado à ambição de construir uma “Base Lunar Alpha” e instalar um dispositivo de lançamento de satélites na superfície da Lua. 

Dessa forma, será possível construir a rede de inteligência artificial (IA), idealizada por Musk, que pode ter até um milhão de satélites. Além disso, segundo a Reuters, o CEO da SpaceX também comentou que deseja construir uma “cidade autossustentável” na Lua.

Para a NASA, que enviará, pela missão Artemis 2, uma tripulação de quatro astronautas à Lua em breve, o objetivo é se preparar para as missões para Marte e ganhar a corrida espacial contra a China. Por isso, a agência aeroespacial tem pressionado a Blue Origin e a SpaceX para acelerarem o desenvolvimento de tecnologias de módulos de pouso lunar. 

Leia também: Artemis 2: o que a missão vai testar antes do retorno humano à Lua?

“Se a Lua se tornar um ponto de partida estratégico, e um que seja importante para a SpaceX, se eles conseguirem chegar lá primeiro ou antecipadamente e construir essa infraestrutura, eles poderão ter influência sobre como ela será usada e como será utilizada.”, disse Andrew Chanin, CEO da ProcureAM, uma empresa de investimentos especializada no setor espacial, para a Reuters.

Trabalho com a NASA

Na parte técnica, a NASA conta com esforços simultâneos da Blue Origin e da Space X. A título de exemplo, a Blue Origin fará uma missão não tripulada à Lua neste ano. Trata-se de um projeto integrante ao programa Artemis, da NASA, que dependerá também da espaçonave Starship, da Space X. 

Além disso, na semana passada, a Blue Origin enviou um módulo de pouso ao Centro Espacial Johnson da NASA, no Texas (EUA). Nesse caso, o objetivo era realizar testes térmicos e de vácuo, etapa importante para o desenvolvimento do módulo de pouso lunar final. 

Em geral, ambas as empresas de Musk e Bezos contam com financiamentos bilionários da NASA para construir módulos de pouso lunar.

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Rivalidade entre Musk e Bezos

A SpaceX parece ser mais comentada do que a Blue Origin. Nesse sentido, Musk teria publicado no X, antigo Twitter, sobre a disparada da própria empresa em relação aos lançamentos orbitais e outras “guinadas” até a Lua. 

Em resposta, Bezos postou uma imagem em preto e branco de uma tartaruga, o que poderia ser uma alusão à antiga Fábula de Esopo, afirma a Reuters. No conto, a tartaruga lenta e constante vence a corrida contra a lebre que, embora veloz, é impulsiva. A Blue Origin incorpora a fábula como lema, por meio da frase em latim “Gradatim Ferociter”, que pode ser traduzida como “passo a passo, ferozmente”. 

No entanto, a rivalidade entre as empresas é importante para que a NASA vença a China na corrida espacial. 

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A SpaceX atualmente

O foguete Starship, da SpaceX, ainda não colocou nenhum objeto em órbita. Mesmo assim, já acumula 11 lançamentos desde 2023 e deve passar por um novo teste, mais avançado, já no próximo mês.

Em geral, o objetivo do teste é usar o estágio superior da nave como módulo de pouso lunar e levar astronautas à Lua em 2028 – um prazo apertado, segundo parte da indústria. No entanto, para cumprir o cronograma, a empresa de Musk ainda precisa:

  • Demonstrar o reabastecimento em órbita, com a transferência de combustível entre duas espaçonaves Starships;
  • Validar a operação do estágio superior como módulo de pouso lunar;
  • Realizar um pouso seguro na superfície irregular da Lua;
  • E então, transportar a tripulação.

Investimentos aeroespaciais

Atualmente, o CEO da SpaceX planeja uma oferta pública inicial (IPO) para 2026, com o intuito de levar a avaliação da empresa para os US$ 1 trilhão. Enquanto tenta convencer mais investidores a olhar para a sua empresa – alimentando ainda mais a rivalidade com a Blue Origin –, um dos ‘efeitos colaterais’ é o aquecimento da indústria lunar nos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, outras empresas sentiram o aumento do interesse dos investidores no mercado aeroespacial, principalmente no que se refere à infraestrutura lunar. 

“Vinte investidores entraram em contato comigo esta semana. Há uma mudança muito palpável na mentalidade da comunidade de investimentos na superfície lunar nos últimos dois anos, e acho que o anúncio de Elon tornou isso ainda mais urgente”, disse Justin Cyrus, CEO da Lunar Outpost, empresa que enviou um veículo explorador à superfície da Lua, para a Reuters. 

Ou seja, consequentemente, a disputa entre Musk e Bezos – fomentada pelo ‘inimigo’ em comum, a China – deve beneficiar outras empresas.

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