Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Por que Elon Musk quer levar centros de dados de IA para o espaço? Entenda a estratégia
Publicado 04/02/2026 • 08:50 | Atualizado há 3 meses
Ações de Boeing, veículos elétricos e chips ficam no radar durante negociações entre Trump e Xi
CEO da Allegiant defende modelo de baixo custo após conclusão da compra da Sun Country
SoftBank registra ganho de US$ 46 bilhões com aposta bilionária na OpenAI
Ações da Cisco disparam 17% após salto em pedidos de IA, apesar de corte de 4 mil empregos
CEO da Nvidia se junta à viagem de Trump à China após ligação do presidente dos EUA
Publicado 04/02/2026 • 08:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Matt Rourke/AP/Estadão Conteúdo
Em meio à escalada global pela liderança em inteligência artificial, Elon Musk passou a defender uma ideia que até pouco tempo parecia ficção científica: levar centros de dados de IA para o espaço.
A estratégia ganhou novo fôlego após notícias de uma possível fusão entre a SpaceX e a xAI, movimento que pode integrar foguetes, satélites e modelos avançados de IA em um mesmo projeto.
Leia também: Justiça francesa convoca Elon Musk para “entrevista voluntária” e amplia investigação sobre X
O objetivo é reduzir custos, ampliar capacidade computacional e contornar limites energéticos enfrentados na Terra, usando a órbita como novo território para a infraestrutura digital do futuro, segundo a Reuters.
O avanço acelerado da IA vem pressionando empresas de tecnologia a expandirem rapidamente seus centros de dados.
Modelos cada vez mais complexos exigem enormes volumes de processamento, energia elétrica e sistemas de resfriamento. Na Terra, isso significa custos crescentes, disputas por acesso à energia e questionamentos ambientais.
Leia também: Elon Musk avança na junção de suas empresas SpaceX e xAI, antes de um possível IPO
É nesse cenário que Musk enxerga uma oportunidade estratégica. Ao integrar a xAI, responsável pelo modelo Grok, com a capacidade de lançamento e operação orbital da SpaceX, o empresário busca uma vantagem estrutural frente a rivais como Google, Meta e OpenAI.
Os centros de dados espaciais ainda são um conceito em desenvolvimento. A proposta envolve constelações de centenas de satélites equipados com hardware de alto desempenho, interligados em órbita para processar grandes volumes de dados.
Alimentados por energia solar quase contínua, esses sistemas funcionariam acima da atmosfera, onde a incidência de luz é mais constante e previsível.
Leia também: Moltbook, rede social para agentes de IA, entusiasma Elon Musk
Outro ponto central é o resfriamento. No espaço, a ausência de atmosfera elimina parte dos desafios térmicos enfrentados por data centers terrestres, que consomem grandes quantidades de água e eletricidade apenas para manter servidores em temperatura segura.
Musk argumenta que, apesar do alto custo inicial de lançamento, o modelo pode se tornar economicamente atraente no médio e longo prazo.
A SpaceX, com seus foguetes reutilizáveis, já reduziu o custo de acesso ao espaço, tornando projetos antes inviáveis mais próximos da realidade comercial. Além disso, a geração de energia solar em órbita elimina a dependência de redes elétricas terrestres, sujeitas a variações de preço, gargalos regulatórios e limitações de infraestrutura.
Leia também: Ucrânia agradece a Musk por medidas para impedir uso do Starlink pela Rússia
Para aplicações de IA que exigem funcionamento contínuo, essa previsibilidade energética é um diferencial relevante.
Apesar das promessas, o projeto enfrenta obstáculos importantes. A manutenção de hardware em órbita é complexa, atualizações são limitadas e falhas podem ser difíceis de corrigir.
Há também desafios relacionados à latência na transmissão de dados entre o espaço e a Terra, fator crítico para algumas aplicações de IA.
No campo regulatório, a expansão de infraestrutura computacional em órbita levanta debates sobre lixo espacial, uso de frequências e governança internacional do espaço, temas que ainda carecem de consensos claros.
Musk não está sozinho nessa aposta. Empresas como Blue Origin, além de gigantes da tecnologia como Nvidia e Google, estudam alternativas de computação fora do modelo tradicional.
A China também investe em pesquisas sobre processamento orbital, indicando que o espaço pode se tornar um novo palco de competição tecnológica.
Leia também: Documentos ligam Musk a conversas sobre visita à ilha privada de criminoso sexual
Levar centros de dados de IA para o espaço faz parte da visão de Musk de integrar tecnologia, energia e exploração espacial em um mesmo ecossistema.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Dívidas dos clubes brasileiros batem R$ 16 bilhões em 2025; veja ranking
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
4
Por que a Enjoei decidiu encerrar a Elo7? Entenda o que levou ao fechamento
5
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO