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Pequenas empresas desafiam gigantes da tecnologia no “próximo grande negócio” da IA
Publicado 17/01/2026 • 14:19 | Atualizado há 1 hora
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KEY POINTS
Ilustração / VanEck Uranium and Nuclear ETF
A inteligência artificial não é mais apenas uma negociação restrita ao setor de tecnologia. Ela está remodelando os mercados de energia, os gastos com infraestrutura e a construção de portfólios. Investidores que focam apenas em chips e software correm o risco de perder onde a próxima fase de valor está ocorrendo, de acordo com especialistas em investimentos no episódio desta semana do programa “ETF Edge” da CNBC.
Algumas das tendências e inovações que impulsionam o mercado, e a rápida escala das empresas, estão ligadas aos requisitos físicos da inteligência artificial. Energia, resfriamento, estabilidade da rede e eficiência dos data centers tornaram-se restrições críticas. Basta olhar para o preço das ações da Bloom Energy que, por anos após seu IPO em 2018, lutou para obter um retorno acima do preço de lançamento. Desde o ano passado, quando suas células de combustível começaram a ser encomendadas em massa para data centers, a Bloom viu suas ações dispararem mais de 500%, e a empresa atingiu um valor de mercado superior a US$ 30 bilhões (R$ 161 bilhões).
Muitas oportunidades estão sendo criadas para investidores em empresas de pequena e média capitalização. Firmas que antes estavam fora do foco do mercado agora estão “subindo muito rapidamente na tabela de capitalização”, disse Jennifer Grancio, chefe global de distribuição do TCW Group, no “ETF Edge” na segunda-feira. Em muitos casos, essas empresas operam em segmentos restritos com concorrência limitada, permitindo que os fundamentos melhorem mais rápido do que a percepção dos investidores.
A confiabilidade energética é a questão central. Nos últimos anos, à medida que o custo das fontes de energia renováveis caiu e tornou-se competitivo com os fósseis, o mercado debatia quanta regularidade se poderia obter do vento ou do sol. Mas a inteligência artificial mudou a conversa, já que os data centers não podem tolerar intermitência, exigindo um fornecimento constante de energia para evitar interrupções não planejadas.
Essa realidade impulsionou “uma enorme mudança em direção à energia nuclear”, segundo Grancio, incluindo novos investimentos na manutenção de usinas existentes e no desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs). Esses projetos estão gerando novos fornecedores e acelerando o crescimento de players especializados que atuam antes das concessionárias de energia e dos grandes provedores de nuvem (hyperscalers).
ETFs de Energia Nuclear:
A eficiência dentro do data center é igualmente crítica. À medida que as cargas de trabalho de inteligência artificial se expandem, o resfriamento e a gestão de energia tornaram-se os gargalos. Os investidores estão cada vez mais atraídos por empresas que são “número um ou dois em seu campo” e “as melhores em uma determinada tecnologia”, particularmente onde as alternativas são limitadas, disse Grancio.
A estrutura desses mercados é importante. Em alguns casos, existem “apenas alguns fornecedores”, beirando o oligopólio. Essa concentração cria alavancagem operacional, mas também significa que erros podem custar caro.
Como resultado, os ETFs de gestão ativa estão ganhando força. Enquanto os índices passivos capturam retornos amplos do mercado e adicionam novas empresas apenas quando elas ganham escala, as estratégias ativas visam identificá-las mais cedo e mantê-las durante múltiplas fases de crescimento.
Mas os riscos podem ser significativos. Algumas partes dos ecossistemas movidos a IA incluem “empresas pequenas e financeiramente fracas” que estão alavancadas pela demanda de eletricidade, alertou Jan van Eck, CEO da VanEck. “Isso também significa que você terá muita volatilidade ao longo do caminho”, disse ele no “ETF Edge”.
Consequentemente, ele afirmou que nenhum tema único de inteligência artificial deve dominar a alocação de ativos de um investidor. “Você não quer dar um peso excessivo a eles em seu portfólio”, disse Van Eck. Ele descreveu o ETF nuclear da VanEck como tendo sido negociado em “níveis astronômicos” no ano passado, antes de cair para um ponto de entrada mais razoável para novos investidores.
Os especialistas em ETFs disseram que, à medida que os investidores trazem o tema da inteligência artificial para a construção de portfólio de forma mais direcionada em 2026, o rebalanceamento ativo e expectativas de risco claras permitirão que os investidores permaneçam posicionados sem perseguir picos ou entrar em pânico durante as quedas (drawdowns).
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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