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Spotify mais caro? Trump ameaça taxar empresas da Europa
Publicado 17/12/2025 • 12:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/12/2025 • 12:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Na terça-feira (16), o governo americano e a União Europeia (UE) entraram em atrito, o que pode levar ao encarecimento de serviços como o Spotify e outras empresas de tecnologia.
As desavenças mais recentes começaram com uma publicação na rede social X. No texto, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos afirmava que a UE e alguns de Estados-Membros insistem em atribuir multas, impostos e processos judiciais contra empresas americanas.
Ainda no post, o órgão americano defendia que os EUA oferecem serviços gratuitos importantes para os cidadãos da UE, além de garantir empregos e movimentar mais de US$ 100 bilhões em investimento direto no continente. Ademais, posicionaram-se quanto à falta de diálogo com os americanos sobre as questões citadas.
Leia também: Entenda o Mercosul e o acordo com a UE, que ganhou novas regras agrícolas na Europa
Consequentemente, empresas europeias que atuam nos EUA foram ameaçadas com possíveis retaliações. Entre elas, estão: a Accenture, Amadeus, Capgemini, DHL, Mistral, Publicis, SAP, Siemens e o Spotify.
Nesse sentido, o país afirmou que irá aplicar novas taxas e restrições a serviços estrangeiros, caso as limitações impostas pela UE persistam. A publicação aborda ainda que a mesma estratégia será aplicada a outros países que seguirem com postura similar a da União Europeia.
Contudo, em resposta à publicação, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que “as nossas regras aplicam-se de forma igualitária e justa a todas as empresas que operam na UE. Continuaremos a aplicar as nossas regras de forma justa e sem discriminação.” Em seguida, reforçou que o bloco “continuará a dialogar” com os Estados Unidos sobre o acordo comercial.
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Conforme o The New York Times, os atritos entre EUA e União Europeia estão associados à persistência dos europeus em investigar as grandes empresas americanas de tecnologia – como Google, Amazon, X e Meta.
Isso está acontecendo enquanto os dois lados tentam finalizar um acordo comercial anunciado ao longo deste ano. Washington vem cobrando dos países europeus uma maior abertura do mercado de tecnologia para companhias americanas. Em contrapartida, representantes dos EUA afirmam que o bloco europeu não flexibilizou suas normas mais rigorosas sobre práticas de mercado e segue avançando com as investigações.
A declaração foi interpretada como um indicativo de que as relações comerciais entre Estados Unidos e União Europeia podem enfrentar um momento de maior tensão.
Por um lado, há alguns meses, autoridades europeias deram os primeiros sinais de uma possível flexibilização das regulamentações. Na época, o intuito era impulsionar a economia local e incentivar o desenvolvimento de tecnologias baseadas em inteligência artificial.
Entretanto, o tempo passou e os representantes da União Europeia não mostram a mesma abertura em relação às regras aplicadas às redes sociais e demais práticas anticoncorrenciais.
Junto a isso, recentemente a rede social X recebeu US$ 140 milhões em multas por desrespeitar as leis de transparência digital. É possível que novas sanções sejam aplicadas, tanto ao X quanto a outras empresas, visto que ela e outras instituições também estão sendo investigadas.
Na prática, a retaliação que pode encarecer o Spotify é apenas ‘a ponta do iceberg’. Em geral, a União Europeia tem liderado a regulação de práticas do setor de tecnologia. Dessa forma, as punições aplicadas aos EUA nos últimos anos vieram após violações de privacidade digital, de leis antitruste e até tributárias.
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