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Três engenheiros do Vale do Silício são acusados de roubar segredos comerciais do Google e enviar dados ao Irã
Publicado 20/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: divulgação
Um grande júri federal indiciou três engenheiros do Vale do Silício sob acusação de roubar segredos comerciais do Google e de outras empresas de tecnologia e transferir dados sensíveis para o Irã, informaram promotores na quinta-feira.
Samaneh Ghandali, 41 anos; sua irmã, Soroor Ghandali, 32; e Mohammadjavad Khosravi, 40 – todos residentes de San Jose – foram presos na quinta-feira e compareceram a um tribunal distrital federal no mesmo dia.
A denúncia identificou os réus como cidadãos iranianos. Soroor estava nos Estados Unidos com visto de estudante não imigrante. Samaneh posteriormente se tornou cidadã americana, e Khosravi, seu marido, tornou-se residente permanente legal no país. Promotores afirmaram que Khosravi serviu anteriormente no Exército iraniano.
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O trio responde por acusações de conspiração para cometer roubo de segredos comerciais, roubo e tentativa de roubo de segredos comerciais e obstrução da Justiça, segundo o escritório do procurador federal para o Distrito Norte da Califórnia.
Os promotores alegam que os três exploraram suas posições em empresas líderes de tecnologia que desenvolvem processadores para computadores móveis para obter centenas de arquivos confidenciais, incluindo materiais relacionados à segurança de processadores e criptografia.
Samaneh e Soroor trabalharam no Google antes de ingressar em uma terceira empresa identificada apenas como Empresa 3. Khosravi trabalhava em outra companhia referida como Empresa 2, que desenvolve plataformas system-on-chip (SoC), como a série Snapdragon, para smartphones e outros dispositivos móveis.
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SoC é um semicondutor que integra diversos componentes, como unidades de processamento gráfico e memória, em um único pacote de baixo consumo energético. Entre os SoCs comuns estão o Snapdragon, da Qualcomm, presente na maioria dos celulares Android de alto padrão, e a série A, da Apple, usada nos iPhones.
Em comunicado à CNBC, o Google disse ter detectado o suposto roubo por meio de monitoramento de segurança de rotina antes de encaminhar o caso às autoridades.
“Reforçamos as salvaguardas para proteger nossas informações confidenciais e alertamos imediatamente as autoridades após descobrir esse incidente”, afirmou o porta-voz José Castañeda.
A gigante de tecnologia também destacou medidas para proteger seus segredos comerciais, incluindo restrição de acesso de funcionários a informações sensíveis, autenticação em dois fatores para contas de trabalho do Google e registro de transferências de arquivos para plataformas de terceiros, como o Telegram.
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As autoridades alegam que os réus enviaram os arquivos roubados por meio de uma plataforma de comunicação de terceiros para canais com o primeiro nome de cada um deles, antes de copiar o material para dispositivos pessoais, para os aparelhos de trabalho uns dos outros e para o Irã.
“O método pelo qual dados confidenciais foram transferidos pelos réus envolveu etapas deliberadas para evitar detecção e ocultar suas identidades”, disse o agente especial responsável do FBI, Sanjay Virmani.
Os acusados teriam tentado apagar rastros após os sistemas internos de segurança do Google sinalizarem a atividade de Samaneh e revogarem seu acesso aos recursos da empresa em agosto de 2023.
Segundo a denúncia, ela assinou uma declaração juramentada afirmando falsamente que não havia compartilhado informações confidenciais do Google fora da empresa. Durante esse período, um laptop pessoal vinculado a Samaneh e Khosravi foi usado para pesquisar métodos de exclusão de comunicações e para verificar por quanto tempo operadoras móveis armazenam registros de mensagens, disseram os promotores.
O casal também teria fotografado centenas de telas de computador contendo informações confidenciais do Google e da Empresa 2, no que pareceu ser uma tentativa de contornar ferramentas de monitoramento digital.
Na noite anterior à viagem do casal ao Irã, em dezembro de 2023, Samaneh teria tirado cerca de 24 fotos da tela do computador de trabalho de Khosravi contendo segredos comerciais da Empresa 2, incluindo SoCs Snapdragon.
Promotores alegam que, enquanto estavam no Irã, um dispositivo ligado a Samaneh acessou essas fotografias, enquanto Khosravi acessou informações proprietárias adicionais da Empresa 2, como a arquitetura de hardware dos SoCs Snapdragon.
Os promotores afirmaram na denúncia que os segredos comerciais relacionados aos SoCs Snapdragon tinham valor econômico independente porque não eram de conhecimento geral e não podiam ser obtidos facilmente pelos concorrentes da Empresa 2, que poderiam se beneficiar de sua divulgação ou uso.
Se condenados, cada réu pode enfrentar até 10 anos de prisão por cada acusação relacionada a segredos comerciais e até 20 anos por obstrução da Justiça, além de multas de até US$ 250 mil por acusação.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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