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EUA e Irã sentam novamente para negociar na Suíça
Publicado 17/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
O Irã e os Estados Unidos iniciam nesta terça-feira (17), em Genebra, uma segunda rodada de negociações nucleares e de segurança para dissipar o risco de uma intervenção militar de Washington, embora sob uma renovada advertência de Donald Trump sobre “as consequências de não alcançar um acordo”.
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Os dois arqui-inimigos retomaram o diálogo em 6 de fevereiro em Mascate, a capital de Omã, após uma escalada de ameaças de ambas as partes. O Irã quer falar apenas de seu programa nuclear, mas Washington também exige que limite seu programa de mísseis balísticos e deixe de apoiar grupos armados regionais.
À luz das novas conversas, “podemos concluir com cautela que a postura americana sobre a questão nuclear iraniana tornou-se mais realista”, tentou ponderar na segunda-feira (16) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, citado pela agência de notícias Irna.
Donald Trump voltou a pressionar Teerã na noite de segunda-feira (16), ao assegurar que participará “indiretamente” das negociações. “Eles querem chegar a um acordo (…). Não acredito que queiram as consequências de não alcançar um acordo”, advertiu o líder republicano.
Paralelamente à diplomacia, a Guarda Revolucionária iraniana mobilizou navios e helicópteros, e testou drones e mísseis, em um exercício militar com ares de demonstração de força no estratégico estreito de Ormuz. As manobras tinham como objetivo preparar essa força “para possíveis ameaças militares e de segurança”, informou o exército ideológico da República Islâmica a televisão estatal, que divulgou imagens.
Washington também pressiona militarmente: um porta-aviões permanece diante das costas do Irã, a cerca de 700 quilômetros, e outro está preparado para sair, enquanto Trump parece manter suas opções em aberto. Para essas novas conversas, Estados Unidos e Irã se reúnem em Genebra, com a mediação do sultanato de Omã.
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O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, chegou na segunda-feira (16) à localidade suíça, onde se reuniu com seu homólogo omanense, Badr al Busaidi, para explicar “o ponto de vista e as considerações da República Islâmica sobre a questão nuclear e o levantamento das sanções“, segundo a Chancelaria.
Em um comunicado, também mencionou a “determinação” do Irã de trabalhar em uma “diplomacia focada em resultados para garantir os interesses e direitos dos iranianos e a paz e a estabilidade na região”.
Os países ocidentais e Israel, considerado por especialistas como a única potência nuclear do Oriente Médio, suspeitam que o Irã queira se dotar de armas nucleares.
Teerã nega tais ambições, mas insiste em seu “direito inalienável” de desenvolver um programa nuclear civil e de enriquecer urânio, especialmente para fins energéticos, em conformidade com as disposições do Tratado de Não Proliferação (TNP), do qual é signatário.
Trump multiplicou as advertências após a sangrenta repressão às massivas manifestações antigovernamentais de janeiro no Irã, ao mesmo tempo em que deixou a porta aberta para uma solução diplomática, especialmente sobre o programa atômico.
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Na ausência de um acordo, o presidente americano já ameaçou o Irã com consequências “traumáticas” e chegou a mencionar abertamente na sexta-feira (13) a hipótese de uma mudança de poder. “Parece que seria o melhor que poderia acontecer”, respondeu a jornalistas que o questionaram sobre uma possível “mudança de regime”.
“O que não está sobre a mesa é a submissão diante das ameaças”, insistiu, por sua vez, o chanceler Araghchi na segunda-feira (16), assegurando que está em Genebra “com ideias reais para chegar a um acordo justo e equitativo“.
Do lado americano, o enviado Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, “estão a caminho”, informou na segunda-feira (16) o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio. “Veremos o que acontece. Esperamos que haja um acordo“, acrescentou.
Em meio às divergências, o Irã se mostrou disposto a chegar a um pacto sobre suas reservas de urânio altamente enriquecido, estimadas em mais de 400 quilos e cujo destino é incerto, se Washington suspender as sanções sobre a economia iraniana.
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