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Xiaomi anuncia recompra bilionária de ações em meio à pressão de concorrência e custos
Publicado 23/01/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/01/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
REUTERS/Go Nakamura
Pessoas visitam o estande da Xiaomi durante um dia de imprensa no Salão do Automóvel de Xangai, na China, em 23 de abril de 2025.
A gigante chinesa de tecnologia Xiaomi viu suas ações saltarem mais de 2% nas negociações de sexta-feira após anunciar um programa de recompra de ações de até HK$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 1,7 bilhão, na cotação atual).
O plano de recompra ocorre no momento em que a fabricante de veículos elétricos e smartphones busca tranquilizar investidores diante da intensificação da concorrência, do aumento dos custos de componentes e de recentes preocupações com a segurança de produtos.
Apesar do avanço registrado na sexta-feira, as ações da Xiaomi acumulam queda de mais de 8% no ano até agora, refletindo a pressão persistente sobre sua avaliação de mercado.
A empresa tem recomprado ações regularmente nos últimos anos, incluindo a recompra de 4 milhões de papéis por HK$ 152 milhões em 13 de janeiro.
Leia também: Como a fabricante de celulares Xiaomi se tornou uma força no mercado de veículos elétricos da China
Críticos das recompras de ações argumentam que a prática pode elevar os preços dos papéis sem melhorar o desempenho operacional da companhia. Segundo eles, as recompras desviam recursos que poderiam ser destinados a outros investimentos, como remuneração de funcionários, expansão de fábricas, geração de empregos e inovação.
A mais recente recompra da Xiaomi começa em 23 de janeiro e será realizada no mercado aberto, sujeita às condições de mercado e às aprovações regulatórias, de acordo com um comunicado divulgado na noite de quinta-feira à Bolsa de Valores de Hong Kong.
Com sede em Pequim, a empresa é uma das maiores companhias chinesas de tecnologia voltadas ao consumidor, com atuação em smartphones, veículos elétricos e dispositivos para casas inteligentes.
Analistas afirmam que o papel tem sofrido pressão recentemente devido à iminente escassez de chips de memória, que ameaça elevar os custos de componentes de seus dispositivos de consumo, especialmente smartphones.
“[A escassez] provocou compressão de margens para fabricantes de smartphones, e vários analistas independentes do setor reduziram suas projeções para o mercado de celulares”, disse Dan Baker, analista sênior de ações da Morningstar.
A expectativa é de que a escassez de memória se agrave neste ano, à medida que os fabricantes continuam priorizando a crescente demanda por memória da indústria de inteligência artificial, desviando capacidade da produção destinada aos fabricantes de eletrônicos.
“2026 será um ano desafiador não apenas para a Xiaomi, mas para muitos fabricantes chineses [OEMs, na sigla em inglês], já que os players domésticos de Android permanecem mais vulneráveis à falta de chips”, afirmou Ivan Lam, analista sênior da Counterpoint Research.
No ano passado, as ações da Xiaomi também enfrentaram pressão após relatos de acidentes envolvendo seus veículos ganharem grande repercussão nas redes sociais. De forma mais ampla, a empresa tem sido impactada por uma guerra de preços em andamento no mercado chinês de veículos elétricos, o que tem pressionado as margens em todo o setor.
Em relação ao negócio de veículos elétricos, Kyna Wong, analista de tecnologia da China no Citi Research, afirmou que os investidores também ficaram decepcionados com a meta relativamente modesta de entrega de 550 mil veículos pela Xiaomi em 2026.
Ela acrescentou que as margens das vendas de veículos da companhia provavelmente devem cair devido a mudanças nas políticas de subsídios para veículos elétricos em Pequim a partir de 2026.
Enquanto isso, a Xiaomi tem investido fortemente em iniciativas de longo prazo, incluindo uma divisão interna de semicondutores. No ano passado, a empresa se comprometeu a investir pelo menos 50 bilhões de yuans ao longo dos próximos 10 anos, a partir de 2025, para desenvolver seus próprios chips.
A Xiaomi também planeja expandir globalmente seu negócio de veículos elétricos nos próximos anos, após o lançamento de seu modelo premium SU7 Ultra.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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