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Indústria automotiva alemã perde 50 mil empregos em 2025 e atinge pior nível em 14 anos

Publicado 23/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Indústria automotiva alemã eliminou 50 mil empregos em 2025, com faturamento em queda pelo segundo ano consecutivo e insolvências no nível mais alto em 14 anos
  • Fornecedores alemães perderam quase um quarto dos postos de trabalho desde 2019, com queda de 11% no emprego só em 2025, segundo análise da EY
  • Exportações alemãs de veículos para a China caíram um terço em 2025 e para os EUA recuaram 18%, ampliando a crise de supercapacidade no setor
Indústria automotiva alemã perde 50 mil empregos em 2025 e atinge pior nível em 14 anos

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Indústria automotiva alemã perde 50 mil empregos em 2025 e atinge pior nível em 14 anos

A indústria automotiva da Alemanha encerrou 2025 com faturamento de cerca de 528 bilhões de euros, queda de 1,6% sobre o ano anterior. O recuo segue uma retração de 5% já registrada em 2024 e consolida dois anos consecutivos de encolhimento para um dos setores mais importantes da economia alemã.

Os dados são de análise da consultoria EY com base em números do Instituto Federal de Estatística e da Agência Federal de Emprego da Alemanha.

O emprego na indústria automotiva chegou a 725 mil trabalhadores, o menor patamar em 14 anos, após a eliminação de cerca de 50 mil postos ao longo do ano, queda de 6,2% sobre 2024.

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Fornecedores da indústria automotiva no limite

Os fornecedores concentraram o impacto mais severo da crise. O faturamento do segmento recuou 4% em 2025, quatro vezes mais do que a queda registrada pelas montadoras. O emprego entre os fornecedores encolheu 11%, ante uma redução de 3,6% nas fabricantes. Desde 2019, o setor de fornecimento perdeu 73 mil postos, o equivalente a quase um quarto do total de empregos.

As insolvências entre fornecedores chegaram ao nível mais alto em 14 anos. Entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados 39 pedidos, ante 29 no mesmo período de 2024 e 21 em 2023.

“Dentro de seis anos, quase um em cada quatro postos de trabalho desapareceu entre os fornecedores na Alemanha, e a tendência de queda se acelerou recentemente”, afirmou Constantin Gall, líder global de mobilidade da EY.

Exportações despencam para China e EUA

A perda de mercados externos aumentou a crise. As exportações alemãs de veículos para a China caíram um terço em 2025, enquanto as vendas para os EUA recuaram 18%. Desde 2022, as exportações para a China mais do que se reduziram à metade, caindo de 30 bilhões para 13,6 bilhões de euros.

No sentido inverso, as importações de veículos e componentes da China cresceram dois terços no mesmo período, chegando a 7,4 bilhões de euros. No plano europeu, pela primeira vez o valor das importações provenientes da China superou o das exportações para o país, transformando um superávit de 23 bilhões de euros em 2019 em déficit de 6 bilhões em 2025.

“O mercado europeu de veículos novos está em modo de crise desde a pandemia. A fraca conjuntura, as crises geopolíticas e os altos preços dos carros novos freiam as compras”, disse Gall. Para o especialista, a situação tende a se agravar: “O corte de empregos vai continuar. Até uma recuperação efetiva do setor, ainda há um caminho muito longo.”

Aposta elétrica sem retorno

A desaceleração da transição para veículos elétricos agravou ainda mais o quadro. Montadoras e fornecedores investiram bilhões em mobilidade elétrica sem que os volumes de vendas esperados se concretizassem. O resultado foi uma onda de abatimentos contábeis nas fabricantes e o que Gall descreveu como um “desastre elétrico” para os fornecedores.

Grupos como Porsche e Mercedes-Benz na Alemanha, além da Stellantis, já sinalizaram um retorno às apostas nos motores a combustão. Fornecedores de peso como Bosch e ZF Friedrichshafen registraram cortes expressivos e fechamentos de unidades ao longo do ano.

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