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Vale bate recorde de produção de minério e níquel desde 2018, apesar de prejuízo de US$ 3,8 bi no 4º tri
Publicado 12/02/2026 • 20:09 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 12/02/2026 • 20:09 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A Vale (VALE3) apresentou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 21,05 bilhões, na cotação atual) no quarto trimestre, um salto de mais de 5 vezes comparado ao prejuízo de um ano antes, quando chegou a US$ 694 milhões (R$ 4,68 bilhões). O resultado aconteceu mesmo com a companhia atingindo um recorde operacional, desde 2018, na produção de minério de ferro e cobre, além de crescimento de dois dígitos na produção de níquel.
O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA) ajustado somou US$ 4,6 bilhões (R$ 24,78 bilhões) entre outubro e dezembro, contra US$ 3,8 bilhões (R$ 22,22 bilhões) no quarto trimestre de 2024.
No acumulado de 2025, a mineradora registrou um Lucro Líquido de US$ 2,355 bilhões (R$ 13,81 bilhões), valor que reflete a forte geração de caixa, apesar dos ajustes contábeis e provisões.
O grande motor do balanço foi o desempenho das minas, que alcançaram marcas não atingidas há sete anos. A Vale produziu 336 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, o maior volume desde 2018.
Esse vigor operacional permitiu que a Receita Líquida anual somasse US$ 38,4 bilhões (R$ 213,6 bilhões), impulsionada por um aumento de 2,5% no volume de vendas, que totalizou 314 milhões de toneladas.
No quarto trimestre isolado, a receita líquida foi de aproximadamente US$ 11,06 bilhões (R$ 59,7 bilhões), superando as expectativas do mercado financeiro.
A estrutura de capital da Vale permanece sob rigorosa disciplina financeira, com a liquidez do grupo encerrando o período com um caixa robusto de R$ 63,3 bilhões. No entanto, o balanço patrimonial carrega obrigações de longo prazo significativas, especialmente voltadas para a segurança de infraestrutura e reparações socioambientais.
O Passivo Não Circulante da mineradora atingiu R$ 111,3 bilhões em dezembro de 2025, refletindo o peso dos acordos históricos de Mariana e Brumadinho.
Entre os principais compromissos financeiros em reais, destacam-se:
A Vale destinou um total de R$ 30,6 bilhões para investimentos ao longo de 2025, sendo R$ 24,3 bilhões focados exclusivamente em CAPEX de manutenção e segurança. A estratégia de descarbonização também recebeu aportes relevantes, visando a redução de 33% das emissões até 2030.
Mesmo com o cenário de provisões bilionárias, a mineradora manteve uma remuneração agressiva, distribuindo R$ 23,3 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos seus acionistas durante o exercício.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou o desempenho da empresa: “Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances (projeções) enquanto avançou em prioridades estratégicas que reforçam nossa ambição de longo prazo”, disse.
Segundo Pimenta, a companhia fortaleceu seu compromisso com a segurança, com reduções significativas em incidentes de alto potencial, além de alcançar um marco importante na jornada de segurança, sem nenhuma barragem em nível 3 de emergência.
Além disso, o executivo atribuiu aos níveis de produção recorde de minério de ferro, cobre e níquel desde 2018, o ramp-up de projetos-chave de crescimento, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma.
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