Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Especialistas alertam para riscos de cibersegurança em atualizações remotas de veículos
Publicado 19/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
Hugging Face procurou Jensen Huang, da Nvidia, semanas antes da aquisição de US$ 12,9 bilhões, diz CEO à CNBC
Putin vê “possibilidade” de paz com a Ucrânia; chefe da Otan alerta que Rússia está se tornando “cada vez mais imprudente”
Riscos ocultos da China surgem em meio ao boom de bilhões de dólares dos data centers de I.A nos EUA
EXCLUSIVO CNBC: Secretário de Energia dos EUA afirma que Irã está perdendo capacidade de pressionar mercado de petróleo
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Publicado 19/07/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O uso cada vez maior da tecnologia over-the-air (OTA) pela indústria automotiva para atualizar sistemas de veículos torna o setor mais suscetível a ciberataques, afirmam analistas, que defendem uma maior intervenção nesse segmento.
🔎 OTA é uma tecnologia sem fio capaz de fornecer novos softwares, firmwares, correções e dados para dispositivos conectados à internet.
A Tesla começou a implementar atualizações over-the-air em seus veículos Model S em 2012. Segundo Jason Van der Schyff, pesquisador de cibersegurança, tecnologia e segurança do Australian Strategic Policy Institute, isso ajudou a popularizar a tecnologia, que hoje está incorporada em grande parte do setor automotivo.
“A tecnologia é cada vez mais bem recebida por ser uma forma rápida e econômica de gerenciar sistemas dos veículos, em comparação com métodos tradicionais que podem exigir um recall ou uma atualização durante a manutenção de rotina”, disse Siraj Ahmed Shaikh, professor de segurança de sistemas da Universidade de Swansea, no Reino Unido, à CNBC.
Leia também: Quais são os carros mais vendidos nos países do Grupo C da Copa do Mundo 2026?
O aumento da adoção da tecnologia OTA na indústria automotiva, no entanto, tem gerado preocupações, especialmente em relação à infraestrutura de transporte.
Seu uso representa “uma preocupação singular de segurança nacional”, afirmou Gabriel Lim, analista sênior da S. Rajaratnam School of International Studies, em Singapura, à CNBC.
“Além das preocupações com a privacidade dos dados, a possibilidade de um agente estrangeiro sabotar os controles de um veículo em movimento é algo que países como Noruega, Dinamarca e Reino Unido já manifestaram preocupação”, acrescentou Lim.
Em maio, o American Enterprise Institute alertou que proteger o setor automotivo é fundamental para limitar as capacidades de espionagem de governos estrangeiros.
“Para se proteger contra ameaças de espionagem estrangeira, os Estados Unidos devem considerar revisões adicionais de segurança, implementar restrições a determinados hardwares e softwares de fabricação estrangeira em veículos e exigir maior transparência sobre a coleta de dados”, afirmou o relatório.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAs preocupações surgem à medida que testes realizados em situações reais revelam vulnerabilidades.
No fim do ano passado, a empresa norueguesa de ônibus Ruter realizou testes em dois veículos e constatou que um deles apresentava riscos potenciais relacionados à tecnologia OTA.
“Há acesso ao sistema de controle da bateria e da fonte de alimentação por meio da rede móvel, utilizando um cartão SIM romeno. Em teoria, portanto, esse ônibus pode ser parado ou tornar-se inoperante pelo fabricante”, afirmou a empresa.
A investigação conduzida pela Ruter levou o Reino Unido e a Dinamarca a iniciarem suas próprias apurações. O Departamento de Transportes do Reino Unido informou que estava analisando a questão e trabalhando em estreita colaboração com o National Cyber Security Centre do país.
Leia também: Venda de veículos leves no Brasil avança 28% em junho, diz Fenabrave
Embora essas investigações tenham sido realizadas em ônibus fabricados pela empresa chinesa Yutong, o professor Shaikh afirmou que a questão vai além de um único fabricante ou país, à medida que a tecnologia se torna mais disseminada.
“Outros setores que adotam OTA incluem outros meios de transporte, como o marítimo e o ferroviário, além do setor aeroespacial (especialmente drones), máquinas industriais e robótica”, disse.
À medida que a tecnologia se expande, Lim, da RSIS, ressaltou a importância de assumir responsabilidade pela sua implementação. “É fundamental que estejamos cientes dessa tecnologia e que responsabilizemos entidades e governos pela forma como os sistemas OTA são aplicados, especialmente porque operam silenciosamente em segundo plano nas tecnologias que utilizamos em nosso dia a dia.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente