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Vendas de aço da CSN caem para 995 mil toneladas pressionadas por importações

Publicado 12/03/2026 • 09:41 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vendeu 995 mil toneladas no 4º trimestre de 2025, retração de 5,9% frente ao trimestre anterior e de 15,3% na comparação anual.
  • Estoques elevados entre distribuidores e o alto volume de aço importado continuam pressionando o mercado interno, enquanto as exportações também recuaram e a companhia não registrou exportações diretas pela primeira vez desde 2019.
Vista panorâmica da CSN, no centro da cidade de Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil.

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As vendas de aço da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) somaram 995 mil toneladas no quarto trimestre de 2025, queda de 5,9% em relação ao trimestre anterior e de 15,3% na comparação com o mesmo período de 2024.

Segundo a companhia, além da sazonalidade típica do período, a retração reflete o alto nível de estoques entre distribuidores no mercado doméstico, o volume ainda elevado de material importado no país e as barreiras tarifárias enfrentadas no mercado externo.

No mercado interno, as vendas alcançaram 757 mil toneladas entre outubro e dezembro, recuo de 2,9% ante o terceiro trimestre e de 13,6% na base anual. Já as exportações totalizaram 238 mil toneladas, queda de 14,3% na comparação trimestral e de 20,5% frente ao quarto trimestre de 2024.

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A empresa destacou ainda que, pela primeira vez desde 2019, não realizou exportações diretas de seus produtos.

O preço médio no mercado doméstico ficou em R$ 4.893 por tonelada no trimestre, praticamente estável frente ao período anterior, mas 4,6% abaixo do registrado um ano antes. A companhia atribui o desempenho ao ambiente competitivo no mercado interno, pressionado pela presença de aço importado.

No mercado externo, por outro lado, o preço médio avançou 19,9% na comparação trimestral, para R$ 5.839 por tonelada, impulsionado por melhora no mix de vendas.

Mesmo com a queda nos volumes comercializados, o Ebitda ajustado da divisão de siderurgia atingiu R$ 700,2 milhões no quarto trimestre, alta de 63,5% frente ao trimestre anterior e de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. A margem Ebitda ajustada ficou em 13,4%.

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O resultado, no entanto, foi influenciado por efeitos não recorrentes ligados à ociosidade produtiva causada pelo menor nível de utilização da capacidade instalada. Segundo a CSN, o impacto contábil foi de R$ 314 milhões no período, referente à alocação de custos fixos não absorvidos.

Desconsiderando esse efeito, o Ebitda teria sido de R$ 386,2 milhões, com margem de 7,4%. Nesse cenário, o desempenho representaria piora em relação ao trimestre anterior, já que o menor volume de vendas de aço superou o impacto positivo da queda no custo da placa.

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