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Plataformas digitais vencem TV e rádio na disputa pela atenção informacional do brasileiro

Publicado 10/04/2026 • 13:12 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Redes sociais são fonte diária de informação para 72% dos brasileiros, superando TV, rádio e jornais impressos.
  • Feeds de vídeos curtos e aplicativos de mensagem lideram consumo de informação entre usuários de internet no Brasil.
  • Jovens de 16 a 24 anos consomem menos notícias jornalísticas diárias, com apenas 46% acessando o conteúdo regularmente.
Mão segurando controle remoto, escolhendo plataforma de streaming.

Freepik

A empresa disponibilizava ilegalmente, via pagamento mensal, o acesso a canais de televisão, inclusive aqueles com direitos autorais.

As plataformas digitais passaram a ser o principal canal de acesso à informação para os brasileiros conectados, superando a televisão e o rádio.

Um levantamento inédito do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, o Cetic.br, divulgado nesta sexta-feira (10), mostra que 72% dos usuários de internet de 16 anos ou mais se informam diariamente por redes sociais. A proporção supera os 58% que recorrem ao rádio e à televisão com a mesma frequência.

O estudo, batizado de Painel TIC – Integridade da Informação, foi conduzido com 5.250 usuários de internet em todo o país, com dados coletados entre agosto e setembro de 2025.

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Vídeos curtos e mensagens lideram consumo digital

Dentro do universo das redes sociais, os feeds de vídeos curtos são o formato mais consumido diariamente, com 53% dos respondentes. Os sites e aplicativos de vídeo aparecem na sequência, com 50%, seguidos pelos feeds de notícias, com 46%.

Os aplicativos de mensagem também ocupam posição relevante no ecossistema informacional brasileiro: 60% dos usuários os utilizam como fonte diária de informação. Jornais e revistas, em versões impressas ou digitais, ficam bem atrás, com 34%.

Jovens se afastam do jornalismo profissional

Dois a cada três brasileiros conectados, 65% do total, afirmam consumir diariamente notícias produzidas por veículos jornalísticos. Entre os jovens de 16 a 24 anos, porém, essa proporção cai para 46%, sinal de afastamento da mídia profissional que preocupa especialistas e gestores de políticas públicas.

Para Fabio Senne, coordenador geral de pesquisas do Cetic.br, os resultados confirmam uma tendência já observada em outros estudos.

Segundo ele, há uma queda no engajamento com mídias tradicionais e redução no interesse pelo consumo de notícias, sobretudo entre os mais jovens, o que representa um ponto de atenção para as políticas públicas no campo da informação.

Classe e escolaridade definem padrão de consumo

O acesso à informação no ambiente digital não é uniforme. Usuários das classes AB, com ensino superior e que se conectam tanto pelo celular quanto pelo computador, lideram o consumo informacional na maioria dos itens pesquisados.

O acesso diário a sites e portais de notícias, por exemplo, é citado por 58% dos usuários das classes AB, ante 33% nas classes C e 27% nas classes D e E. A desigualdade no padrão de consumo informacional acompanha, portanto, as mesmas linhas de renda e escolaridade que marcam outras dimensões da vida digital no Brasil.

Metade dos brasileiros desconfia das fontes

A pesquisa também revela um ambiente de desconfiança generalizada. Cerca de metade dos respondentes afirma desconfiar sempre ou na maioria das vezes das informações publicadas por veículos de notícias tradicionais, 48%, por canais em plataformas de vídeo, 47%, e por influenciadores em redes sociais, 43%.

A desconfiança em relação à imprensa tradicional é maior entre homens e entre usuários com menor escolaridade. Já a desconfiança em relação a influenciadores é mais acentuada entre usuários com 60 anos ou mais.

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, o estudo busca gerar reflexões sobre as dinâmicas informacionais dos brasileiros, mapeando desde práticas de acesso e verificação de conteúdos até percepções sobre o ecossistema digital e competências para identificar informações falsas ou enganosas na internet.

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