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Com investimento bilionário, Copa de 2026 já é um dos maiores testes de engenharia e logística do planeta
Publicado 13/06/2026 • 21:02 | Atualizado há 2 meses
Publicado 13/06/2026 • 21:02 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Muitos torcedores consideram a Copa do Mundo de 2026 o maior campeonato da história. Além das 48 seleções e mais de 100 jogos ao longo do torneio, a Copa de 2026 também envolve uma engenharia realizada pela FIFA em parceria com cientistas locais.
Para atingir o objetivo de manter o padrão em todos os jogos, a FIFA destinou parte de um investimento estimado em US$ 3,8 bilhões (aproximadamente R$ 19,6 bilhões na cotação atual) para resolver um desafio pouco visível para o público, mas decisivo dentro de campo. Além disso, a entidade coloca como obrigação a utilização do gramado natural, mas, nos EUA, os americanos utilizam o campo sintético.
De acordo com o The Wall Street Journal, o principal obstáculo para a FIFA aparece nos Estados Unidos. Apesar da tradição esportiva do país, grande parte dos estádios utilizados em ligas locais funciona com gramado sintético.
Leia também: Copa do Mundo 2026: Infantino defende preço dos ingressos e comenta sobre árbitro barrado; veja polêmica
Por exigência da FIFA, todas as partidas da Copa do Mundo precisam acontecer exclusivamente em gramados naturais.
Por isso, cada estádio recebeu um projeto específico para substituir ou adaptar a superfície existente. O objetivo vai além da aparência e busca manter características iguais para quique da bola velocidade, rolagem, aderência e resposta do solo em todas as partidas.
Para alcançar esse resultado, a FIFA reuniu cientistas especialistas em meteorologia, pesquisadores universitários dos Estados Unidos e equipes técnicas focadas em solo, drenagem e comportamento vegetal.
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Siga o Times | CNBCO projeto desenvolveu gramados naturais personalizados para cada estádio, levando em conta temperatura, umidade, ventilação, incidência solar e composição do terreno.
Além disso, os especialistas criaram sistemas de monitoramento contínuo para reduzir os impactos das diferenças climáticas entre as cidades-sede. A meta é impedir que o clima local altere o desempenho dos gramados e, consequentemente, interfira no nível técnico dos jogos.
Iniciados na quinta-feira (11), os dois jogos da Copa do Mundo entre México e África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca apresentaram um bom gramado e dentro das expectativas da entidade.
A operação realizada pela FIFA virou um dos maiores testes de engenharia esportiva já realizados em uma competição internacional.
Além de atender às exigências técnicas da Copa de 2026, o modelo poderá influenciar futuros torneios e acelerar mudanças em arenas que hoje ainda dependem de superfícies sintéticas.
Com isso, para a FIFA manter a mesma experiência esportiva em 16 estádios diferentes, a FIFA deixou de tratar esse ponto apenas como um detalhe operacional e passou a colocá-lo como parte central do investimento bilionário na Copa do Mundo.
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