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Larisa Shepitko, cineasta soviética, ganha mostra no IMS Paulista com filmes restaurados em 4K

Publicado 29/07/2026 • 13:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O Cinema do IMS Paulista exibirá, ao longo de agosto e setembro, uma programação especial dedicada ao cinema de Larisa Shepitko.
  • Larisa é uma importante diretora soviética de origem ucraniana, e considerada uma das grandes cineastas de sua geração, e tornou-se referência por obras que abordam guerra, memória, espiritualidade e a condição feminina.
  • Em agosto, serão exibidos o longa Asas (1966), primeiro grande sucesso de Shepitko, em 4k, e o média-metragem A pátria da eletricidade (1967), baseado na Guerra Civil Russa, do qual Larisa fez parte.

Divulgação: IMS.

O Cinema do IMS Paulista exibirá uma programação especial dedicada ao cinema de Larisa Shepitko, diretora soviética destaque de sua geração.

O Cinema do IMS Paulista promove, entre agosto e setembro, uma mostra dedicada à cineasta soviética Larisa Shepitko, considerada uma das diretoras mais importantes de sua geração. A retrospectiva reúne alguns dos principais filmes da diretora em cópias restauradas e oferece ao público a oportunidade de conhecer uma das cineastas mais influentes da antiga União Soviética. A diretora tornou-se referência no cinema mundial por obras que abordam guerra, memória, espiritualidade e a condição feminina.

Em agosto, serão exibidos o longa Asas (1966), primeiro grande sucesso de Shepitko, em restauração 4k, o média-metragem A pátria da eletricidade (1967), que fez parte do filme antológico chamado O início de um século desconhecido, projeto composto por dois segmentos baseados na Guerra Civil Russa, do qual Larisa fez parte. A programação segue ainda com Larisa (1980), curta-metragem em sua homenagem, dirigido por seu viúvo, o cineasta russo e soviético Elem Klimov.

Asas (1966) será exibido nos dias 06/08, quinta-feira, às 19h30, e 22/08, sábado, às 17h. Já A pátria da eletricidade (1967) e Larisa (1980), serão projetados conjuntamente nos dias 15/08, sábado, às 19h, e 27/08, quinta-feira, às 20h.

Em setembro, serão apresentados os últimos filmes da diretora, como Você e eu (1971), seu único longa-metragem rodado em cores, A ascensão (1977), em cópia restaurada em 4K, e A despedida (1983), concluído postumamente por seu companheiro em razão de sua morte precoce e acidental durante a preparação do projeto. Os dias e horários da programação de setembro serão divulgados posteriormente.

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O cinema de Larisa Shepitko

Nascida em Bakhmut, na Ucrânia, em 1938, durante a Segunda Guerra Mundial, Larisa Shepitko foi um dos nomes mais fortes do cinema soviético. Com A ascensão (1977), aclamado drama de guerra, tornou-se a segunda mulher a receber o Urso de Ouro do Festival de Berlim. Na mesma época, entre os cineastas soviéticos, apenas Andrei Tarkovsky (1932-1986) tinha reconhecimento internacional semelhante. Mas, à diferença dele, que se exilou, Shepitko seguiu filmando na URSS. Quando morreu, em 1979, num trágico acidente de carro, filmava seu quinto longa, A despedida (1983), concluído postumamente por seu viúvo, Elem Klimov (1933-2003).

O cinema de Shepitko, segundo Lúcia Monteiro, professora adjunta do Departamento de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense, é “sofisticado tanto em termos plásticos quanto narrativos e transita entre registros distintos, combinando momentos fiéis ao realismo socialista como outros de uma modernidade muito arrojada e, em determinadas cenas, alcança experimentações formais ousadas, próximas das vanguardas”.

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Os filmes da diretora soviética trazem ainda personagens femininas marcantes, como a personagem Nadezhda, de Asas (1966), uma heróica piloto de caça na Segunda Guerra Mundial que vive no presente uma vida tranquila no pós-guerra, no entanto, insatisfatória. É a nostalgia dos momentos em que se sentia livre, voando, que a faz revisitar o passado. A diretora aborda ainda situações opressoras, investidas masculinas nem sempre respeitosas, envelhecimento e a dificuldade de se conectar à novas gerações.

Além da questão feminina, Shepitko explora em seus filmes ambiguidades, enigmas, tristeza, dor e beleza, sentimentos que nem sempre encontram resolução em sua obra. Parte dessa ambiguidade se deve à censura a que alguns de seus filmes foram submetidos. 

Programação

Agosto

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Asas (1966)

06/08, quinta-feira, às 19h30

22/08, sábado, às 17h

A pátria da eletricidade (1967) + Larisa (1980)

15/08, sábado, às 19h

27/08, quinta-feira, às 20h

Setembro

Você e eu (1971)

A ascensão (1977)

A despedida (1983)

Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Os dias e horários da programação de setembro será divulgada posteriormente.

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