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Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

Publicado 12/06/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Além de estrear um formato inédito com 48 seleções, o torneio também ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã e às políticas migratórias mais rígidas adotadas pelo governo de Donald Trump.
  • A Copa do Mundo de 2026 começa em meio ao reinício das agressões entre Estados Unidos e Irã, um cenário que reacende a guerra iniciada em fevereiro por americanos e israelenses.
  • A decisão ocorre em um ambiente de forte tensão diplomática, que afeta não apenas o planejamento da seleção, mas também toda a logística da delegação.
Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

Foto: divulgação

Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

A Copa do Mundo de 2026 começou cercada por transformações profundas dentro de campo e, ao mesmo tempo, por um cenário geopolítico que já interfere diretamente na competição.

Além de estrear um formato inédito com 48 seleções, o torneio também ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã e às políticas migratórias mais rígidas adotadas pelo governo de Donald Trump, de acordo com a BBC.

O novo formato marca uma mudança estrutural importante. Pela primeira vez, a Copa do Mundo, além da quantidade de seleções, passa a ter 104 partidas. Com isso, o torneio se expande e aumenta o número de fases, o que também amplia a exposição global do evento.

Embora três países — Estados Unidos, México e Canadá — recebam a competição, os americanos concentram a maior parte dos jogos. Das 104 partidas, 78 serão disputadas em território dos EUA, incluindo praticamente todo o mata-mata.

Leia também: Copa do Mundo 2026: veja quais seleções são apontadas como favoritas ao troféu

Conflito com o Irã amplia incertezas

A Copa do Mundo de 2026 começa em meio ao reinício das agressões entre Estados Unidos e Irã, um cenário que reacende a guerra iniciada em fevereiro por americanos e israelenses. Mesmo após um cessar-fogo firmado em abril, o conflito voltou a escalar e já produz impactos diretos no esporte, especialmente na participação iraniana no Mundial.

Classificado para a competição, o Irã disputará todos os jogos da fase de grupos em território americano. A decisão ocorre em um ambiente de forte tensão diplomática, que afeta não apenas o planejamento da seleção, mas também toda a logística da delegação.

Nesse contexto, a relação do governo Donald Trump com a equipe iraniana se mostra marcada por hostilidade. A seleção chegou a planejar sua base em Tucson, no Arizona, mas alterou os planos e passou a se hospedar em Tijuana, no México. A mudança ocorreu depois de autoridades americanas informarem que não permitiriam que jogadores e comissão técnica pernoitassem nos Estados Unidos durante o evento.

Além disso, o processo de vistos também gerou obstáculos. Parte dos membros da comissão técnica teve a entrada negada, enquanto os jogadores só conseguiram a aprovação dos vistos americanos na semana passada, a poucos dias do início da competição.

As restrições não atingiram apenas a delegação. Torcedores iranianos também enfrentaram impactos diretos. Na terça-feira (9), os Estados Unidos anunciaram a retirada da cota de 8% dos ingressos por partida destinada a fãs do país em jogos da própria seleção, ampliando ainda mais o clima de tensão em torno da participação do Irã no torneio.

Fifa tenta conter crise diplomática

Diante das incertezas, a Fifa mantém o discurso de que trabalha para garantir a presença de todas as seleções classificadas. Nos bastidores, a entidade ainda considera o Irã parte do torneio e evita comentar cenários de substituição.

Mesmo assim, o regulamento permite que a Fifa substitua uma seleção caso haja desistência ou exclusão. Nesse cenário, equipes asiáticas como Iraque e Emirados Árabes Unidos aparecem como possíveis alternativas.

Migração e segurança entram no debate na Copa do Mundo

Além do conflito, a política migratória dos Estados Unidos também gera preocupação. A ordem executiva de Donald Trump restringe a entrada de cidadãos de diversos países, incluindo o Irã, o que já provocou dificuldades na emissão de vistos e atritos diplomáticos.

Apesar das exceções para atletas e comissões técnicas, especialistas alertam para o risco de manifestações durante jogos da seleção iraniana, especialmente em cidades com grande presença da diáspora, como Los Angeles.

Leia também: Copa do Mundo 2026: confira programação, jogos e cerimônia de abertura

Copa do Mundo entra em território político sensível

Com isso, a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa o campo esportivo e entra em uma arena de forte tensão política. Entre guerra, imigração e disputas diplomáticas, a Fifa enfrenta o desafio de manter a estabilidade do torneio enquanto o mundo observa um dos Mundiais mais politizados da história recente.

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