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Sessões em IMAX 70 mm viram grande atração de “A Odisseia”, novo filme de Christopher Nolan
Publicado 27/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 27/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 52 minutos
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Para assistir a “A Odisseia“ nos cinemas nesta semana, o profissional de marketing Mike Rohlfing, de 39 anos, embarcou em uma verdadeira jornada digna do herói da história.
Ao lado da esposa e dos três filhos, ele percorreu cerca de 1.450 quilômetros de carro, entre ida e volta, saindo de St. Louis, no Missouri, até Grand Rapids, em Michigan. O destino era um dos poucos cinemas que exibem a adaptação do poema épico de Homero, dirigida por Christopher Nolan, em IMAX 70 mm.
“É um formato incrível”, disse Rohlfing à CNBC. “Valeu muito a pena viajar uma distância tão grande.”
Ele está longe de ser o único a fazer um esforço extra para assistir ao filme da Universal nesse formato raro.
Leia também: Como “A Odisseia”, de Christopher Nolan, impulsiona o modelo IMAX
Embora o elenco conte com estrelas como Zendaya e Anne Hathaway, o verdadeiro destaque da produção tem sido a experiência cinematográfica em grande escala e com projeção analógica — uma marca registrada de Nolan e muito valorizada por seus fãs.
Dados exclusivos obtidos pela CNBC mostram que o filme impulsionou significativamente a procura pelas sessões em IMAX 70 mm, um dos chamados formatos premium de tela gigante (PLF, na sigla em inglês).
Segundo a consultoria EntTelligence, o ingresso para uma sessão em IMAX 70 mm no fim de semana de estreia custou, em média, US$ 27,77, cerca de 81% acima do valor médio dos ingressos em outros formatos.
“O IMAX 70 mm se tornou um dos ingressos mais disputados do mundo”, afirmou o CEO da IMAX, Richard Gelfond, durante conferência com analistas. “Os fãs estão viajando entre países — e até continentes — para assistir a ‘A Odisseia’ nesse formato.”
Durante o fim de semana de estreia, cada sala equipada com projetores de 70 mm arrecadou, em média, US$ 153 mil, informou Gelfond.
Segundo ele, as exibições em IMAX 70 mm continuarão por vários meses.
Apesar da demanda, a rede não consegue ampliar rapidamente o número de salas. Isso porque apenas uma pequena parcela dos cinemas IMAX possui espaço físico e equipamentos capazes de projetar os enormes rolos de filme de 70 mm.
Hoje, existem apenas 25 cinemas nos Estados Unidos e outros 16 no restante do mundo preparados para exibir “A Odisseia” nesse formato.
“Poderíamos ter mais salas e estamos estudando maneiras de fazer isso, mas é como um Rolls-Royce”, disse Gelfond. “Existe um número limitado de locais capazes de sustentar economicamente esse tipo de operação.”
“A Odisseia” também entrou para a história por ser o primeiro longa-metragem inteiramente filmado com câmeras IMAX 70 mm. Em produções anteriores, outros diretores utilizaram o formato apenas em cenas específicas, principalmente de ação.
Mesmo com poucas salas disponíveis, a rede Cinemark informou à CNBC que a procura pelas sessões em IMAX 70 mm, em estados como Colorado e Texas, está “excepcionalmente forte”. Já a Regal afirmou que o longa se tornou o filme exibido em IMAX 70 mm de maior sucesso da rede.
No Museu Estadual de Indiana, que abriga a única sala do estado equipada para esse formato, foi adicionada uma semana extra de exibições em agosto devido à “demanda histórica”.
Mais da metade do público percorreu pelo menos 80 quilômetros para assistir ao filme, segundo o gerente do cinema, Neale Johantgen. A equipe recebeu visitantes de mais de 20 estados americanos e chegou a atender pedidos de espectadores da Suíça em busca de ingressos.
“A demanda nunca foi tão alta”, afirmou. “É incrível.”
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Com poucas salas disponíveis, conseguir um ingresso para uma sessão em IMAX 70 mm virou uma disputa.
Os cinemas estão exibindo o filme praticamente durante 24 horas por dia, mas até sessões na madrugada têm lotação esgotada. Alguns colocaram os ingressos à venda com um ano de antecedência.
Morgan Bernados, de 27 anos, não conseguiu comprar entradas para o cinema de sua região, na área da baía de San Francisco. Ela acabou adquirindo ingressos para uma sala localizada a cerca de 90 minutos de distância.
“Parecia que eu estava comprando ingresso para um show”, disse Bernados, comparando a experiência à disputa por entradas da turnê Eras Tour, de Taylor Swift. “Existe claramente um componente de medo de ficar de fora.”
Já Ashton Jones, de 26 anos, só conseguiu lugar em uma sessão às 3 horas da manhã, na única sala IMAX 70 mm do estado da Geórgia.
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Siga o Times | CNBCDurante o filme, ele precisou tomar um energético para permanecer acordado. Quando chegou em casa, já era praticamente hora de começar o expediente de trabalho.
“Foi divertido”, contou. “Mas no dia seguinte eu estava destruído.”
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As ações da IMAX tiveram desempenho superior ao de outras empresas do setor no último ano, impulsionadas pela percepção dos investidores de que experiências premium ajudam a levar o público de volta aos cinemas.
Na quinta-feira, a companhia canadense divulgou resultados trimestrais acima das expectativas do mercado, registrando um dos maiores avanços diários de suas ações nos últimos anos. A empresa também informou crescimento anual na instalação de novas salas em sua rede.
“Eles realmente oferecem uma experiência impossível de reproduzir em casa”, afirmou Steve Frankel, analista da Rosenblatt Securities. “A experiência em 70 mm é o que há de melhor.”
Christopher Nolan e os principais atores do elenco incentivaram o público a assistir ao filme em IMAX 70 mm. No entanto, especialistas afirmam que as redes sociais e o público jovem tiveram papel decisivo na popularização desse formato.
Segundo levantamento da empresa de monitoramento Meltwater, analisado exclusivamente pela CNBC, o volume de conversas sobre IMAX 70 mm nas redes sociais e na imprensa praticamente dobrou nos cinco dias iniciados em 17 de julho.
Ao mesmo tempo, o sentimento das publicações tornou-se cada vez mais positivo.
As buscas pelo termo “IMAX 70 mm” no Google também devem atingir um novo recorde neste mês. O último pico havia ocorrido em 2023, durante o lançamento de “Oppenheimer”, vencedor do Oscar de Melhor Filme.
“O IMAX 70 mm realmente passou a chamar a atenção de muito mais gente do que apenas dos fãs mais apaixonados por cinema”, afirmou Shawn Robbins, fundador da Box Office Theory e diretor de análise da Fandango. Segundo ele, o formato já faz parte do vocabulário da cultura pop.
Robbins acredita que “A Odisseia” voltará a ocupar salas IMAX 70 mm em períodos de menor movimento no calendário de estreias e poderá impulsionar o interesse por futuras produções no formato, como “Duna: Parte Três”, previsto para dezembro.
Leia também: ‘A Odisseia’, de Christopher Nolan, estreia com US$ 124,5 milhões em bilheteria
Para consumidores como Alexandria Kinsey, moradora da região de Washington, decidir em qual formato assistir ao filme exigiu uma verdadeira aula sobre tecnologia de projeção.
Ela contou que recorreu ao TikTok para entender a diferença entre opções como “XL”, “Dolby Cinema”, “IMAX” e o verdadeiro IMAX 70 mm, descobrindo que nem toda sessão anunciada apenas como “IMAX” oferece a mesma experiência.
“Eu pensava: ‘O que tudo isso significa?'”, disse. “É muita informação.”
No fim, Kinsey optou por uma sessão em Dolby Cinema, mas pretende assistir novamente ao filme em IMAX 70 mm quando tiver oportunidade.
Ela afirma que, embora eventos como shows tenham ficado cada vez mais caros após a pandemia, pagar um pouco mais por uma sessão premium de cinema ainda representa um luxo acessível.
Já Mike Rohlfing virou um verdadeiro defensor do IMAX 70 mm entre amigos e nas redes sociais.
Na viagem, fez questão de reservar espaço no carro para levar o balde de pipoca colecionável lançado especialmente para “A Odisseia”. Segundo a IMAX, mais de 10 mil unidades foram vendidas, com alguns lotes se esgotando em poucos minutos.
Hoje, ele costuma alertar amigos para verificar se a sessão anunciada como IMAX utiliza projeção em filme. Caso seja uma projeção digital, diz, a experiência fica muito abaixo do esperado — algo que ele brinca chamando de “Lie-max” (“IMAX de mentira”).
“Sou conhecido por ser um purista do IMAX”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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