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Estêvão, Kerolin e o novo jogo dos negócios: por que a imagem virou o maior ativo dos atletas

Publicado 07/07/2026 • 22:32 | Atualizado há 5 horas

KEY POINTS

  • Em entrevista exclusiva, Lênin Franco explicou como a gestão de imagem se tornou um dos principais ativos da carreira de atletas dentro e fora de campo.
  • O executivo afirmou que a ausência de Estêvão na Copa reduz exposição e oportunidades comerciais no curto prazo, mas não altera o planejamento do novo ciclo até 2030.
  • Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, o mercado deve ampliar a atenção sobre atletas mulheres, patrocínios e novas estratégias de visibilidade.

A construção de uma carreira no esporte de alto rendimento já não passa apenas por desempenho dentro de campo. Em um ambiente cada vez mais conectado a redes sociais, patrocínios e posicionamento de marca, a gestão de imagem se consolidou como um dos principais ativos dos atletas, tanto durante a trajetória profissional quanto no pós-carreira.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o sócio da 94 Marketing & Football, Lênin Franco, afirmou que o trabalho de gestão hoje vai muito além da negociação de contratos com clubes e envolve planejamento de imagem, relacionamento com patrocinadores, construção de reputação e presença digital.

“Hoje os atletas precisam entender que a gestão da carreira deles de imagem é o maior ativo deles, porque inclusive a maioria deles, pós-encerramento da carreira, vai depender da própria imagem para poder seguir com novos negócios. O nosso trabalho é voltado para construir esse ativo e blindá-los de qualquer intercorrência” afirmou.

A agência é responsável, pela gestão de carreira de Estêvão, uma das principais promessas do futebol brasileiro. Fora da Copa do Mundo de 2026 por lesão, o atacante acabou perdendo a oportunidade comerciais imediatas, mas não comprometeu o planejamento de longo prazo.

“É óbvio que o fato de ele não ir para a Copa do Mundo significa uma perda de possibilidades de contratos, principalmente voltados ao mercado publicitário. Mas, como ele já tem uma reputação muito bem construída, isso não fez com que a gente deixasse de encaminhar alguns negócios que serão construídos agora para o novo ciclo, até 2030”.

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O executivo também destacou que o novo ciclo da Seleção Brasileira, tanto no masculino quanto no feminino, exigirá um olhar ainda mais atento para influência digital e conexão direta com os torcedores.

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Na avaliação dele, a construção de reputação nas redes sociais com o público será decisiva para ampliar valor comercial e consolidar a imagem dos atletas.

“A influência digital e o marketing de influência são muito importantes. Então, tanto no caso do Estêvão quanto de qualquer outro atleta, essa construção de reputação usando as redes sociais, os meios de comunicação e os pontos de contato com os fãs é o que a gente precisa se preocupar e cuidar”, afirmou.

Lênin também apontou a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, como um divisor de águas para o mercado.

“A Copa do Mundo Feminina será um grande atrativo, principalmente pelo fato de ser no Brasil. Isso vai possibilitar muitos negócios. O futebol feminino já vem crescendo no Brasil como negócio, tem cada vez ganhado mais pujança, e a Copa do Mundo não vai ser diferente. As marcas vão voltar suas atenções para as atletas”, acrescentou.

Apesar do avanço, o executivo reconhece que ainda há barreiras para o fechamento de patrocínios com atletas mulheres, especialmente por conta do histórico de menor investimento e visibilidade da modalidade.

Ao comparar a construção de imagem de Kerolin, camisa 10 da seleção e agenciada pela 94, com a de Estêvão, Franco afirma que existem semelhanças no trabalho de posicionamento, mas também diferenças importantes no perfil do público e no tipo de marca que se aproxima de cada atleta.

“O público do futebol feminino é um público muito mais família, onde as pessoas vão ao estádio para curtir aquilo como ambiente, mas também traz a possibilidade de marcas que normalmente não estão no futebol masculino apoiarem o feminino, afirmou.

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