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EXCLUSIVO: CEO da Allianz Brasil fala sobre fim do naming rights com Palmeiras e detalha planos de triplicar o lucro até 2027
Publicado 07/07/2026 • 21:53 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 21:53 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Depois de registrar o maior faturamento de sua história no Brasil em 2025, a Allianz Brasil inicia uma nova fase de expansão, apostando em diversificação de negócios, uso de inteligência artificial e reposicionamento de marca após o fim da parceria de naming rights com o estádio do Palmeiras.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Allianz Brasil, Eduard Folch, detalhou os bastidores das estratégias, explicando como a seguradora, presente no Brasil há 120 anos, planeja dobrar o faturamento e triplicar o lucro até 2027.
De acordo com o executivo, o movimento começou a ser desenhado ainda no final de 2023, quando a companhia identificou um mercado segurador brasileiro com forte potencial de crescimento ainda inexplorado.
A partir dessa leitura, a Allianz criou um programa interno de aceleração com a meta ambiciosa de dobrar o tamanho da operação no país. E, para viabilizar esse objetivo, a empresa recorreu a uma estratégia pouco convencional.
“O que nós fizemos foi perguntar aos nossos funcionários. ‘Olha, o que que podemos fazer para crescer no Brasil?’ E disso, no percurso de 2024 e 2025, saíram mais de 1.000 iniciativas”, explicou.
Desse total, cerca de 300 projetos já foram efetivamente colocados em prática, abrangendo desde novos produtos até mudanças na forma como a marca se posiciona regionalmente pelo país.
O Brasil representa hoje 2% do faturamento total da companhia. Para o presidente do grupo no país, esse número reforça o tamanho da oportunidade ainda por explorar no país. Entre as frentes de negócio que devem puxar esse crescimento até 2027, Eduard Folch destacou o agronegócio, setor em que a seguradora ampliou a cobertura de apenas grãos para 19 culturas diferentes.
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Siga o Times | CNBCOutras duas frentes estratégicas são os seguros de vida e residencial. “Só 20% das pessoas no Brasil têm seguro de vida, então tem 80% de mercado potencial. Nós temos muito crescimento também na residência. De novo, 14%, 15% das residências no Brasil estão asseguradas. Portanto, temos um caminho a percorrer”, explica.
Ao comentar o papel da inteligência artificial na estratégia da seguradora, o executivo explicou que a tecnologia impacta a operação em três frentes principais. A primeira é a produtividade pessoal das equipes, com ganhos de eficiência em tarefas como organização de e-mails, elaboração de resumos e preparação de materiais. A segunda está relacionada à forma como consumidores hoje utilizam ferramentas de IA para pesquisa, o que exige da companhia um posicionamento mais estratégico nesses ambientes de busca. Já a terceira frente está nos processos internos e na jornada do cliente.
Segundo o CEO da empresa, o momento em que o cliente percebe esse avanço tecnológico na prática é justamente durante um sinistro, quando consegue acompanhar em tempo real a localização do guincho, o prazo estimado para reparo do veículo e manter um relacionamento mais rápido e transparente com a seguradora.
Já sobre o fim da parceria de 13 anos com o Palmeiras, Eduard Folch classificou a decisão como estratégica diante da evolução do comportamento do consumidor brasileiro.
“Fomos a primeira companhia no país a trazer a ideia dos naming rights. Isso foi um grande sucesso e colocou a marca Allianz como a terceira marca seguradora mais reconhecida espontaneamente. Mas hoje a sociedade está mudando. Nós levamos a informação por diferentes caminhos”, explica.
Como parte dessa nova fase, a seguradora tem direcionado patrocínios a atletas olímpicos de diferentes regiões do país, como Alisson, da corrida, Ana Marcela, da maratona aquática, Rayssa Leal, do skate, e Jéssica, do para-atletismo.
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