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FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa do Mundo; confira

Publicado 12/06/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A FIFA está elevando o nível de investimento na Copa do Mundo de 2026 ao apostar cerca de US$ 3,8 bilhões em uma iniciativa que vai muito além da organização tradicional do torneio.
  • Cada gramado está sendo projetado com base em estudos técnicos detalhados. O processo inclui análises de solo, controle de irrigação e sistemas de drenagem ajustados para manter o desempenho da grama natural em alto nível.
  • A entidade exige que todos os estádios utilizem superfícies naturais ou híbridas, eliminando a possibilidade de gramados 100% sintéticos no torneio.
FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa

Foto: Unsplash

FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa

A FIFA está elevando o nível de investimento na Copa do Mundo de 2026 ao apostar cerca de US$ 3,8 bilhões em uma iniciativa que vai muito além da organização tradicional do torneio. Parte desse montante está sendo direcionada para um experimento inédito: a padronização de gramados naturais em 16 estádios espalhados pela América do Norte, segundo o The Wall Street Journal.

O objetivo é ambicioso, pois a entidade quer garantir que a bola se comporte da mesma forma em todos os jogos, independentemente do estádio ou do país. Isso significa controlar variáveis como quique, velocidade de rolagem, drenagem e até a umidade do solo.

Para isso, engenheiros, agrônomos e cientistas trabalham em um sistema de campos sob medida, desenvolvidos especificamente para cada arena. Além disso, o projeto envolve a adaptação de estádios que, em sua maioria, foram projetados para outros esportes e até utilizam gramados sintéticos no dia a dia.

Leia também: FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo 2026; confira novidades

Padronização inédita em três países-sede da Copa do Mundo

A complexidade aumenta porque a Copa de 2026 será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Assim, a FIFA precisará garantir um padrão único de qualidade em contextos climáticos e estruturais bastante diferentes.

Por isso, cada gramado está sendo projetado com base em estudos técnicos detalhados. O processo inclui análises de solo, controle de irrigação e sistemas de drenagem ajustados para manter o desempenho da grama natural em alto nível durante toda a competição.

Além disso, a entidade exige que todos os estádios utilizem superfícies naturais ou híbridas, eliminando a possibilidade de gramados 100% sintéticos no torneio. A medida faz parte de um esforço mais amplo para manter uniformidade técnica entre todas as partidas.

Tecnologia e ciência no centro do futebol

Embora pareça um detalhe, o gramado se tornou um dos principais pontos de atenção da FIFA nesta edição da Copa. Isso porque pequenas diferenças no campo podem alterar diretamente o ritmo e o estilo de jogo das seleções.

Dessa forma, o projeto transforma o gramado em uma espécie de “ativo estratégico” da competição. Cientistas e especialistas monitoram constantemente as condições de cada campo, buscando replicar o máximo possível um padrão único de jogo em todos os estádios.

Segundo a entidade, a iniciativa também pode servir como referência para o futuro do futebol. Se o modelo funcionar como esperado, a tendência é que outros torneios adotem padrões semelhantes de padronização, reduzindo as variações entre estádios e ampliando o controle técnico das partidas.

Leia também: I.A. na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda

Um novo patamar de investimento no esporte

O investimento bilionário reforça o tamanho da operação da Copa do Mundo de 2026, que já é considerada uma das maiores da história da FIFA. Além das questões esportivas, o torneio também envolve uma estrutura complexa de logística, infraestrutura e tecnologia distribuída em larga escala.

Nesse contexto, o experimento com gramados naturais aparece como mais um exemplo da tentativa da entidade de elevar o nível de previsibilidade e qualidade do espetáculo esportivo.

Com isso, a Copa do Mundo de 2026 não se limita apenas ao futebol em campo. Ela também se consolida como um laboratório de inovação.

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