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Esportes

Patrocínio feminino cresce e representa 50% de exclusividade no Brasileirão

Publicado 25/01/2026 • 19:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ao todo, 92 marcas foram expostas nos uniformes das 16 equipes do torneio.
  • 50% dessas parcerias foram exclusivas, ou seja, não acompanharam os mesmos patrocinadores das equipes do futebol masculino, como normalmente acontece.
  • Para especialistas em futebol feminino, vários fatores contribuem para esse crescimento, em especial a visibilidade das marcas dentro das transmissões esportivas, que aumentou tanto na TV aberta quanto na fechada e streaming, e a proximidade da Copa do Mundo feminina, que acontecerá no Brasil em 2027.

Rafael Ribeiro/CBF

Corinthians conquistou a última edição do Brasileirão Feminino

Assim como os investimentos em equipes e estrutura têm crescido nos principais clubes de elite do futebol feminino, os patrocínios também acompanham essa expansão.

De acordo com dados divulgados nesta semana pelo Mapa do Patrocínio de uniformes de futebol no Brasil, produzido pelo Ibope Repucom, 92 empresas estamparam suas marcas nos uniformes das 16 equipes da competição em 2025. A pesquisa englobou patrocínios fixos, pontuais e fornecedores de material esportivo.

Um dado da pesquisa é que 50% dessas parcerias foram exclusivas, ou seja, não acompanharam os mesmos patrocinadores das equipes do futebol masculino, como normalmente acontece.

Assim como entre os clubes de elite do Brasileirão masculino, o segmento financeiro liderou o número de marcas no feminino, com 13 empresas. Foi seguido pelas casas de aposta (12), saúde (8), tecnologia e aplicativos (6), e higiene pessoal e beleza (5). Empresas de outros diversos segmentos, somadas, ficaram em 49.

Outro número importante é que das 92 marcas que estiveram com os times da elite feminina, apenas 2 foram parcerias pontuais, evidenciando o compromisso cada vez mais intenso com a modalidade.

“O futebol feminino brasileiro está passando por uma fase de ampliação, não apenas no desempenho das atletas e nas conquistas em campo, mas também no aumento expressivo da visibilidade, da estrutura e da presença midiática proporcionada por transmissões televisivas e pelo interesse crescente do público. Neste cenário, investir é colaborar diretamente para consolidar o crescimento da modalidade. O apoio ao esporte está alinhado à nossa estratégia e, por isso, optamos por patrocinar o Brasileirão Feminino de 2025“, afirma Diego Bittencourt, Chief Marketing Officer (CMO) da Start Bet, patrocinadora oficial da atual edição do Brasileirão Feminino e também da Copa do Brasil Feminina.

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Este crescimento reflete não apenas o crescimento esportivo da modalidade, mas também sua consolidação como plataforma de negócios, e o Campeonato Brasileiro é um claro exemplo disso. Até agosto, a única empresa confirmada para o torneio era a Amazon. Esse cenário mudou rapidamente, e hoje já são mais de 15 marcas confirmadas nos jogos decisivos da competição.

“O aumento da receita da elite do futebol feminino global confirma que a modalidade entrou definitivamente no radar econômico do esporte. Esse avanço é resultado de maior profissionalização, da melhoria na gestão dos ativos e de um interesse crescente do público, dos patrocinadores e dos investidores, que passaram a enxergar o esporte como uma plataforma consistente de negócios e engajamento. Hoje, o futebol feminino não é apenas uma promessa, mas sim uma realidade que gera retorno significativo para toda a indústria esportiva, com um potencial de crescimento ainda maior para os próximos anos”, afirma Renê Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, uma das empresas que entraram nesse mercado.

Um estudo da Nielsen Sports — empresa de análise global de esportes —, em parceria com a PepsiCo, aponta que o futebol feminino deve se consolidar entre os cinco esportes mais consumidos do mundo até 2030, o que representa um crescimento de 38%, atingindo mais de 800 milhões de pessoas.

A audiência global dos principais torneios deve aumentar 30% no mesmo período, enquanto a receita dos patrocínios já mostra avanços significativos, como a triplicação de acordos na Copa do Mundo Feminina de 2023 em relação a de 2019, tendo um crescimento expressivo na base de fãs em países como China, Brasil e Índia.

“Esses dois próximos anos serão de muito mais crescimento para a modalidade. Tenho acompanhado essa expansão na prática, ou seja, através da movimentação de negócios, de novos eventos, do interesse dos veículos de mídia, bem como do crescimento da audiência e negociação de novos contratos e de atletas cada vez mais altas para outros países“, explica Fábio Wolff, membro do comitê organizador do Brasil Ladies Cup, torneio de futebol feminino que chega à 6ª edição neste ano.

Para especialistas em futebol feminino, vários fatores contribuem para esse crescimento, em especial a visibilidade das marcas dentro das transmissões esportivas, que aumentou tanto na TV aberta quanto na fechada e streaming, e a proximidade da Copa do Mundo feminina, que acontecerá no Brasil em 2027.

“O crescimento da visibilidade do futebol feminino já se reflete diretamente na consolidação dos patrocínios, reforçando a maturidade comercial da modalidade, sua independência como produto e o potencial de um nicho de torcedores cada vez mais relevante para o mercado”, diz Danielle Vilhena, diretora de Operações e Projetos de Marcas da Agência End to End.

Camila Estefano, gerente geral do “Estrelas”, programa social de futebol feminino que está na sua quarta temporada e oferece auxílio médico, odontológico, nutricional, entre outros serviços, para 120 meninas todos os anos, comenta sobre o crescimento das apostas esportivas na modalidade.

“O crescimento dos patrocínios no futebol feminino é um claro sinal de que o mercado está começando a reconhecer o potencial desta modalidade como um ativo valioso e sustentável. Marcas que investem no futebol feminino não apenas ampliam sua visibilidade, mas também desempenham um papel fundamental na construção de um legado duradouro. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2027, estamos diante de uma oportunidade histórica de elevar ainda mais o futebol feminino no Brasil, criando um impacto positivo que vai além do campo, envolvendo comunidades inteiras e inspirando a próxima geração de atletas”, afirma.

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