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Publicado 12/06/2026 • 18:44 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Produzir vídeos para redes sociais nos EUA pode violar regras de imigração; veja por quê
Com o início da Copa do Mundo de 2026, o governo dos Estados Unidos reforçou o alerta a influenciadores e criadores de conteúdo estrangeiros que pretendem acompanhar o torneio no país, e criar algum tipo de conteúdo para as redes sociais.
As autoridades afirmam que turistas que entram em território americano com visto de lazer não estão autorizados a realizar atividades consideradas trabalho, incluindo a produção de conteúdo digital com fins lucrativos.
De acordo com o El País, a medida ocorre em meio à expectativa de chegada de milhares de visitantes para o maior evento do futebol mundial.
Grande parte deles pretende registrar a experiência em plataformas como YouTube, TikTok, Instagram e Facebook, prática que se tornou comum nos últimos anos.
Segundo órgãos responsáveis pelo controle migratório dos Estados Unidos, a criação de conteúdo que gera renda durante a permanência no país pode ser enquadrada como atividade profissional. Nesses casos, o visto de turista não seria suficiente para autorizar a atuação.
O entendimento das autoridades é que a monetização de vídeos, publicações patrocinadas, acordos comerciais e outras formas de remuneração ligadas à presença física do criador nos Estados Unidos podem configurar trabalho remunerado.
Com isso, pessoas que entram no país apenas como turistas e realizam esse tipo de atividade podem ser consideradas em desacordo com as condições de entrada.
O torneio terá a maior parte de suas partidas disputadas em cidades dos Estados Unidos, atraindo não apenas torcedores, mas também produtores de conteúdo de diversos países.
De acordo com informações divulgadas por autoridades migratórias, a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira poderá ser ampliada.
O objetivo é identificar visitantes que utilizam vistos de turismo para desenvolver atividades comerciais ligadas às redes sociais.
O crescimento da economia dos influenciadores também contribuiu para essa mudança de postura. Muitos criadores alcançam audiências de milhões de pessoas e obtêm receitas expressivas por meio de publicidade, parcerias com marcas e campanhas promocionais.
A legislação migratória americana prevê consequências para quem exerce atividades não autorizadas pelo tipo de visto utilizado.
Entre as possíveis penalidades estão o:
Em situações mais graves, o visitante pode enfrentar períodos de impedimento para retornar aos Estados Unidos.
Por esse motivo, recomendam que criadores de conteúdo verifiquem previamente qual categoria de visto é adequada para a atividade que pretendem realizar durante a viagem.
Para influenciadores que desenvolvem atividades profissionais nos Estados Unidos, uma das alternativas é solicitar vistos destinados a trabalho ou atuação profissional.
Entre eles está o visto O-1, concedido a pessoas que demonstram reconhecimento ou destaque em áreas como artes, entretenimento, esportes, ciência e negócios.
Dependendo do caso, essa modalidade permite a realização de projetos comerciais e ações remuneradas em território americano.
A obtenção desse tipo de autorização, porém, exige análise prévia e comprovação de requisitos específicos.
A nova orientação também reacendeu discussões sobre a adaptação das leis migratórias e tributárias à economia digital.
Especialistas apontam que a atividade dos influenciadores cresceu em ritmo muito mais acelerado do que a atualização das normas criadas antes da popularização da internet.
Outro ponto levantado é a dificuldade de definir os limites entre uma simples publicação feita nas redes sociais durante uma viagem turística e uma atividade profissional voltada à geração de receita.
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