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O acelerador de negócios no mundo musical chamado Grammy; entenda
Publicado 01/02/2026 • 17:32 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/02/2026 • 17:32 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / AFP
Montagem de Caetano Veloso e Maria Bethânia com o troféu do Grammy.
Os brasileiros estão de dedos cruzados neste domingo (1). O Grammy 2026, maior premiação de música dos Estados Unidos, traz nada menos do que Caetano Veloso e Maria Bethânia como artistas nacionais indicados. A dupla concorre na categoria Melhor Álbum de Música Global pelo projeto “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, representando o país na maior vitrine internacional do setor. Eles são os únicos brasileiros indicados ao prêmio.
A cerimônia acontece em Los Angeles. No Brasil, é possível acompanhar a partir das 21h30 com transmissão pela TNT, na TV por assinatura, e pelas plataformas de streaming HBO Max e Paramount+.
Kendrick Lamar chega como o artista mais indicado desta edição, com nove nomeações. O rapper concorre, entre outras categorias, a Álbum do Ano por “GNX”, além de Música do Ano, Gravação do Ano e Melhor Álbum de Rap, reforçando seu protagonismo na indústria musical americana.
Além dele, nomes como Lady Gaga, Bad Bunny, Sabrina Carpenter e Leon Thomas figuram entre os artistas mais indicados.
Leia também: Lady Gaga se apresentará na cerimônia do Grammy
Mas será que o Grammy é apenas um troféu ou uma noite de fama? Para especialistas consultados pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC os efeitos da premiação na indústria musical podem ir além. Segundo eles, o Grammy gera impactos econômicos concretos ao impulsionar consumo, contratos e decisões estratégicas ao longo de toda a cadeia, embora os efeitos se concentrem no curto e médio prazo e não representem, por si só, um crescimento estrutural do setor.
Segundo Daniel Neves, presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), o Grammy funciona como um acelerador de negócios, especialmente no entorno do artista premiado ou indicado. “Há um efeito dominó na economia do artista”, afirma.
Isso porque o aumento imediato do consumo após a premiação aumenta a capacidade de venda de turnês, contratos de patrocínio e acordos de sincronização. E esse movimento se estende para além do palco. “Turnê maior significa mais demanda de som, luz, instrumentos e tecnologia”, explica Neves.
Dados da Anafima mostram que o mercado brasileiro de instrumentos musicais e áudio profissional movimenta cerca de R$ 131 milhões por ano. “Qualquer aceleração de ‘music-making’ e de shows tem impacto econômico real”, exemplifica.
Para ele, o Grammy atua como uma vitrine global capaz de concentrar atenção e gerar um pico imediato de consumo. “No dia seguinte, vira pico de consumo: mais streams, mais vendas e muita redescoberta de catálogo”, diz. Esse aumento se traduz em receitas de gravação e publishing e, na sequência, ajuda a destravar shows, contratos com marcas e licenciamento.

Para James Lima, vice-presidente da ABMI, o prêmio funciona como um selo de validação artística e comercial. “Um Grammy não é apenas um troféu; ele impulsiona o valor do artista e gera um aumento substancial nas receitas”, afirma.
Lima explica que artistas premiados ou indicados costumam registrar picos relevantes em streams, vendas digitais e consumo de catálogo, o que impacta diretamente os royalties.
Esse reconhecimento também muda a dinâmica de negociação no mercado, já que o Grammy valoriza todo o catálogo do artista, “o que influencia negociações de licenciamento, sincronização e gestão de direitos autorais”, acrescenta o presidente da Anafima. Em um mercado aquecido de compra e venda de catálogos, a indicação ou vitória tende a melhorar a percepção de risco e o valuation dos ativos.“Indicação e vitória viram um sinal externo de qualidade e relevância”, diz Neves.
Segundo ele, isso se traduz em mais orçamento de marketing, maior apetite para investir em turnês e melhor posicionamento nas plataformas digitais. Lima acrescenta que gravadoras e investidores se tornam mais propensos a aportar recursos, diante da expectativa de retorno mais previsível.
O poder de barganha dos artistas também é impactado, embora de forma distinta da era pré-digital. “O digital não diluiu, ele mudou o mecanismo. Antes era prestígio; hoje é prestígio mais dado”, afirma Neves.
Em um ambiente de excesso de oferta, os picos mensuráveis de consumo após o Grammy passam a ser usados como argumento em negociações de cachê, patrocínio, distribuição e condições comerciais.
O efeito, porém, varia conforme o estágio da carreira. Para artistas no topo, o impacto tende a ser menor no streaming, mas relevante na valorização de marca, catálogo e preço de turnê. Para artistas médios ou de catálogo, a mudança costuma ser mais significativa, segundo Neves.
Apesar dos efeitos positivos, os especialistas ponderam que grandes eventos não garantem crescimento estrutural da indústria. “Eu vejo como um pico com cauda”, afirma o presidente da Anafima. “Isso porque o Grammy gera atenção e consumo imediatos, mas o crescimento depende da capacidade do setor de transformar esse momento em relacionamento, turnês, licenciamento e recorrência.”
Há ainda diferenças regionais. “No Brasil, o Grammy reforça muito mais o prestígio dentro do music business do que na percepção da massa de ouvintes”, diz Neves.
Para ele, o prêmio cria uma janela rara de atenção concentrada, mas o impacto econômico de longo prazo depende de como essa visibilidade é convertida em negócios sustentáveis.
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