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CEO da End to End aponta espaço para clubes transformarem paixão em receita recorrente
Publicado 10/08/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O torcedor deixou de ser apenas um fã que compra ingresso, camisa ou produtos do clube. Cada vez mais, os times tratam essa relação como uma oportunidade de negócio, criando programas capazes de gerar receitas recorrentes e ampliar o vínculo com suas torcidas.
Buscando explorar esse universo os programas de sócio-torcedor ganharam importância estratégica para os clubes brasileiros. Segundo Reginaldo Diniz, fundador e CEO da End to End, apesar da evolução do modelo na última década, ainda existe espaço significativo para crescimento.
“Os programas de sócio-torcedor vêm evoluindo ao longo dos anos. Os clubes foram conseguindo transformar essa relação em algo monetizável, escalável e com controle e acompanhamento de quem consome o clube do coração.”
Diniz afirma que os programas começaram muito ligados à venda de ingressos, mas passaram por uma transformação. A estratégia, segundo ele, é fazer com que o torcedor encontre outros motivos para permanecer dentro do ecossistema do clube.
Entre os clubes destaques estão o Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG que vançaram ao transformar o sócio-torcedor em um programa de relacionamento, com produtos, serviços e experiências que vão além da entrada nos estádios.
No caso do Palmeiras, Diniz cita a integração entre relacionamento, produtos digitais e serviços financeiros como um dos diferenciais. O Flamengo, por sua vez, se beneficia da dimensão nacional de sua torcida, enquanto o Atlético-MG também aparece como um exemplo de evolução do modelo.
A dimensão financeira ajuda a explicar por que os clubes buscam ampliar esse tipo de programa. Segundo Reginaldo, o futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 14,9 bilhões em receitas no último ano, e aproximadamente 12% desse valor veio de ticket e programas de sócio-torcedor.
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Siga o Times | CNBCA pandemia também mostrou o potencial desse modelo. O executivo cita o Ceará como exemplo de clube que conseguiu utilizar a receita proveniente dos sócios para ajudar na manutenção da operação durante o período em que os estádios estavam fechados.
Para aumentar a adesão, entretanto, o clube precisa oferecer mais do que descontos. A experiência passou a ser um dos principais instrumentos de fidelização.
“Quanto mais experiências você gera para esse torcedor, mais fidelizado ele fica.”
Entre as possibilidades estão acesso a áreas exclusivas, experiências dentro do estádio, visitas a vestiários, viagens com jogadores, descontos e produtos direcionados aos sócios. No Palmeiras, Diniz destaca a possibilidade de assistir a partidas em uma área localizada dentro do campo como um exemplo de experiência diferenciada.
O mesmo movimento aparece no Atlético-MG, que passou a explorar as possibilidades oferecidas pela Arena MRV para ampliar o relacionamento com seus torcedores.
Na América Latina, o River Plate surge como referência. O clube argentino possui uma ampla base de torcedores e trabalha com um modelo próximo ao season ticket, ingresso válido para toda a temporada, muito comum nas ligas americanas e que serve de referência para programas de benefícios.
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