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Fan fests da Copa viram plataforma de negócios para marcas, turismo e entretenimento
Publicado 10/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As fan fests da Copa do Mundo deixaram de ser apenas pontos de encontro de torcedores e se consolidaram como plataformas de negócios, entretenimento e ativação de marcas, segundo Líbia Macedo, especialista em eventos e gestão esportiva.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Líbia afirmou que os eventos paralelos permitem ampliar o valor comercial de um produto já forte, que é o jogo de futebol, levando a experiência do Mundial para torcedores que não estão nos estádios.
“Quando eu estou falando das fan fests, é uma possibilidade. Já tenho um produto e consigo expandir esse produto, principalmente para marcas patrocinadoras e outras marcas que precisam ativar suas marcas em outros territórios”, afirmou.
Segundo a especialista, mestre pela USP e professora de MBA em gestão e marketing esportivo, a tendência está ligada ao conceito de “festivalizar” megaeventos. A ideia é criar, em torno da competição principal, uma série de ações de entretenimento, consumo e relacionamento com o público.
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“Eu tenho a possibilidade de ter comida, brindes, danças, shows e ativações de marcas. A marca quer ficar na memória das pessoas”, disse.
Líbia afirmou que esse modelo aproxima a Copa do Mundo de estratégias já usadas em grandes festivais de música, nos quais a experiência do público vai além da atração principal. No caso do Mundial, o jogo segue como produto central, mas passa a ser cercado por novas camadas de entretenimento e negócios.
A especialista disse que os impactos econômicos se espalham por diferentes setores. Entre eles estão cenografia, alimentação, audiovisual, equipes de apoio, segurança, transmissão, montagem de estruturas e comércio no entorno dos eventos.
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Siga o Times | CNBC“Eu trabalho com toda a cadeia de eventos, sem falar no entorno também, que de certa maneira é impactado”, afirmou.
Segundo Líbia, fan fests privadas e públicas têm papel relevante nesse ecossistema. Algumas ocorrem em espaços já existentes, enquanto outras são montadas em parques públicos ou áreas abertas, com participação de prefeituras, governos e empresas.
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A especialista também destacou o conceito de “eventar” como estratégia para criar mais pontos de contato entre marcas e consumidores. Na prática, isso significa oferecer atividades antes e durante os jogos, como shows, customização de camisetas, cortes de cabelo inspirados em jogadores e outras experiências.
“É um grande shopping center de atrações, onde o produto central é o jogo de futebol”, disse.
Para Líbia, esse conjunto de ações ajuda marcas, patrocinadores e plataformas de transmissão a prolongar a presença junto ao público e transformar a emoção do jogo em memória de consumo.
“Elas querem potencializar mais ainda a sua presença também, e marcas vão junto”, afirmou.
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