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Manchester City é acusado por contratos fictícios de mais de £900 milhões
Publicado 30/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 3 horas
Publicado 30/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 3 horas
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Foto: AFP
Manchester City é acusado por contratos fictícios de mais de £900 milhões
A Premier League concluiu que o Manchester City violou regras financeiras durante um período de nove anos. Segundo a comissão independente responsável pelo caso, o clube utilizou acordos comerciais considerados fictícios para elevar as receitas e reduzir custos em mais de £900 milhões (R$ 5,3 bilhões).
A decisão coloca o clube inglês como culpado de todas as acusações, mas ainda não encerra o processo. O City pretende recorrer e afirma que a comissão cometeu erros na análise do caso.
Leia também: Premier League confirma condenação do Manchester City nas 115 acusações de violações financeiras e explica caso
A investigação inglesa identificou um esquema de financiamento de £830,6 milhões (R$ 5,7 bilhões) entre as temporadas 2009-10 e 2017-18. A comissão também apontou outros £70 milhões (R$ 482 milhões) em custos que o clube teria ocultado.
Segundo a decisão, patrocinadores pagavam apenas uma parte dos valores previstos, enquanto a ADUG, empresa ligada aos proprietários do City, financiava o restante. A comissão concluiu que o modelo ajudava o clube a apresentar receitas maiores e despesas menores nos registros financeiros.

A comissão apontou ainda acordos relacionados aos direitos de imagem de jogadores e do então técnico Roberto Mancini. Segundo o relatório, esses contratos contribuíram para elevar artificialmente os rendimentos apresentados pelo clube.
O documento também critica o comportamento de testemunhas ligadas ao City durante as audiências. A comissão afirmou que algumas declarações apresentaram informações falsas em pontos considerados importantes para o processo.
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Siga o Times | CNBCVale ressaltar que, nos últimos anos, principalmente sob o comando de Pep Guardiola, o Manchester City foi um dos principais destaques nas temporadas europeias. A título de comparação, de 2019 pra cá o clube conquistou 18 títulos.
O Manchester City rejeitou as acusações e afirmou que possui provas para manter sua posição. O clube também informou que pretende recorrer dentro do prazo estabelecido.
Ferran Soriano, diretor executivo do City, classificou a decisão como baseada em uma teoria da Premier League. O recurso deve acontecer paralelamente à etapa que tratará das punições.
Em nota no site do Cube, o City diz que “respeitou diligentemente o devido processo legal durante oito anos, partindo do princípio de que o Conselho e a Direção da Premier League se comportariam como um órgão regulador independente, imparcial e justo, livre de influências partidárias”.
Leia também: Manchester City gasta mais de R$ 3 bilhões e estabelece novo recorde em janela de transferências
A comissão levou quase dois anos para elaborar a decisão após uma audiência de 42 dias, encerrada em dezembro de 2024. A Premier League publicou uma versão editada de 40 páginas do documento principal.
Agora, a liga inglesa e a comissão independente precisam avançar sobre as possíveis punições para o clube de Erling Haaland. O material fornecido não confirma qual punição o Manchester City receberá nem estabelece uma data para a conclusão.
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