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Novos clubes da Premier League gastam £474 milhões em reforços

Publicado 06/09/2026 • 06:30 | Atualizado há 33 minutos

KEY POINTS

  • Ipswich, Hull e Coventry investiram juntos £473,6 milhões em contratações, reforçando os elencos para a disputa da temporada 2026/27 da Premier League.
  • Ipswich foi o recém-promovido que mais gastou, com £194,7 milhões destinados à contratação de 15 novos jogadores durante a janela de transferências.
  • O alto investimento dos novos clubes evidencia o poder financeiro da Premier League, em contraste com estratégias mais econômicas adotadas por equipes de outros grandes mercados europeus.
Novos clubes da Premier League gastam £474 milhões em reforços

Foto: divulgação

Novos clubes da Premier League gastam £474 milhões em reforços

Os três clubes recém-promovidos à Premier League gastaram juntos £473,6 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) em reforços na janela de transferências do verão de 2026. Ipswich, Hull e Coventry fizeram grandes investimentos para disputar a elite do futebol inglês.

O Ipswich liderou os gastos, com £194,7 milhões (R$ 1,35 bilhão) em 15 jogadores. O Hull desembolsou £156,5 milhões (R$ 1,08 bilhão) por 18 reforços, enquanto o Coventry investiu £122,4 milhões (R$ 845 milhões) em 11 contratações.

De acordo com o The Guardian, o volume representa uma mudança em relação aos clubes promovidos em 2021. Naquele ano, Norwich, Watford e Brentford gastaram juntos £98,8 milhões (R$ 683,3 milhões). O Brentford fez a contratação mais cara entre os três, pagando £13 milhões (R$ 89 milhões) ao Celtic por Kristoffer Ajer.

Assim, os recém-promovidos de 2026 gastaram quase cinco vezes mais que os três clubes que chegaram à Premier League quatro anos antes. O movimento também evidencia o poder financeiro da liga inglesa e as diferenças econômicas cada vez maiores no futebol europeu.

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Premier League aumenta investimento de recém-promovidos

Hull, Ipswich e Coventry adotaram uma estratégia diferente da de muitos promovidos de temporadas anteriores, que costumavam manter a base responsável pelo acesso. Além disso, agora, os clubes investiram pesado para reformular seus elencos e aumentar as chances de permanência na primeira divisão.

O Hull já indicava uma janela movimentada. Em julho, o proprietário Acun Ilicali comparou o clube a um vulcão prestes a entrar em erupção. Ao final do mercado, a equipe havia contratado 18 jogadores por £156,5 milhões (R$ 1,083 bilhão).

Premier League se movimenta durante a Copa

A janela de 2026 coincidiu com a Copa do Mundo, mas alguns clubes não esperaram o fim do torneio para fechar negócios. O Real Madrid anunciou Marc Cucurella por £52 milhões (R$ 359,3 milhões) enquanto o jogador se preparava para a estreia da Espanha contra Cabo Verde. Depois, também acertou Bernardo Silva, dois dias antes do início da campanha de Portugal.

O Liverpool contratou Víctor Muñoz por £34,5 milhões (R$ 238,05 milhões) em junho e concluiu, no início de julho, o acordo de £60 milhões (R$ 415 milhões) por Jérémy Jacquet.

Além disso, o Tottenham também acelerou os negócios e gastou quase £230 milhões (R$ 1,591 bilhão) com Jan Paul van Hecke, Mateus Fernandes e Sandro Tonali antes do fim das oitavas de final. Andy Robertson e Marcos Senesi chegaram sem custos de transferência.

Ligue 1 lucra com venda de talentos

Enquanto a Premier League concentrou grandes investimentos, a Ligue 1 apresentou uma dinâmica diferente. Dos 18 clubes da primeira divisão francesa, 15 lucraram com negociações de jogadores.

O Paris Saint-Germain liderou o movimento após vender Bradley Barcola ao Liverpool por £123 milhões (R$ 851 milhões). O negócio contribuiu para um lucro líquido superior a £150 milhões (R$ 1,038 bilhão) no período.

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O Lille arrecadou cerca de £100 milhões com as vendas de Ayyoub Bouaddi ao Manchester City, por £85,7 milhões (R$ 591,3 milhões), e Matías Fernández-Pardo ao Newcastle, por £51 milhões (R$ 352,66 milhões).

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Fiorentina reformula elenco

A Fiorentina promoveu uma das maiores reformulações do futebol europeu. Após terminar a última temporada em 15º lugar na Serie A, o clube negociou 34 jogadores, entre transferências definitivas e empréstimos.

O Chelsea ficou próximo, com 33 saídas, sendo 18 por empréstimo. O clube inglês registrou lucro líquido de aproximadamente £60 milhões (R$ 415,014 milhões), impulsionado pela venda de Enzo Fernández por £125 milhões (R$ 863,75 milhões). Já a Fiorentina gastou mais de £100 milhões (R$ 692 milhões) líquidos na reconstrução do elenco.

Inter amplia presença inglesa

A Inter contratou três jogadores ingleses: John Stones, sem custo após deixar o Manchester City; Djed Spence, por £25,6 milhões (R$ 177,15 milhões); e Curtis Jones, por £25,7 milhões (R$ 177,48 milhões).

No Milan, Omari Hutchinson se juntou a Fikayo Tomori e Ruben Loftus-Cheek. O clássico entre os dois clubes terá, portanto, uma presença inglesa maior nesta temporada.

Clubes adotam estratégias mais econômicas

Nem todos acompanharam os grandes investimentos. O Athletic Bilbao não contratou jogadores, mantendo sua política de trabalhar com atletas nascidos ou formados no País Basco.

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O Olympique de Marselha também não fez novas contratações além das compras previamente acordadas de Timothy Weah e Hamed Traoré e reduziu o elenco para melhorar sua situação financeira. Além disso, o Málaga, recém-promovido à La Liga, contratou sete jogadores sem pagar taxas de transferência. Já o Le Mans, novo integrante da Ligue 1, fez nove contratações e pagou apenas duas taxas não divulgadas.

A janela de 2026, portanto, mostrou estratégias distintas: enquanto os recém-promovidos à Premier League investiram £473,6 milhões (R$ 3,27 bilhões), clubes de outros mercados priorizaram vendas, reformulações ou redução de gastos.

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