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Azul despenca mais de 90% e domina pregão volátil do Ibovespa B3
Publicado 08/01/2026 • 18:20 | Atualizado há 17 horas
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Publicado 08/01/2026 • 18:20 | Atualizado há 17 horas
KEY POINTS
O Ibovespa B3 fechou esta quinta-feira (8) em alta de 0,59%, aos 162.936,48 pontos, em um pregão marcado por forte volatilidade em ações específicas, mas com melhora do humor geral do mercado após a correção recente.
A queda da percepção de risco ficou evidente no recuo do Ibovespa VIX, que caiu 4,87%, para 15,23 pontos.
O grande destaque do dia foi o contraste entre Azul e Embraer. As ações da Azul (AZUL54) voltaram a despencar, com queda de mais de 90%, refletindo os efeitos do aumento de capital bilionário e da diluição expressiva após a emissão de mais de 1 trilhão de novas ações no âmbito do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
O movimento manteve os papéis entre os mais negociados e também entre as maiores baixas da sessão, evidenciando o elevado nível de incerteza em torno da companhia.
Na direção oposta, a Embraer avançou 0.96%, sustentando a leitura de que o mercado segue diferenciando empresas com fundamentos sólidos e exposição positiva ao ciclo global daquelas em situação financeira mais delicada. O desempenho da fabricante de aeronaves ajudou a limitar oscilações mais negativas do índice em um dia de ajustes pontuais.
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Entre as maiores altas, chamaram atenção Recrusul, Oi ON, Azevedo & Travassos e Fertilizantes Heringer, em um movimento típico de busca por oportunidades em ações de menor capitalização. Já nas maiores quedas, além da Azul, figuraram CEG Rio, Revee e Energisa Mato Grosso, pressionadas por realizações e fatores específicos.
No mercado de juros, a Taxa DI permaneceu em 14,90%, enquanto o Índice DI avançou para 54.403,12 pontos, sinalizando estabilidade nas expectativas para a política monetária doméstica, à espera de novos dados de inflação e atividade.
Em meio à volatilidade do pregão, ganhou destaque a discussão sobre ETFs, tema abordado pela Galapagos Capital no Radar. Segundo Bruno Stein, diretor executivo de ETFs da casa, a diversificação oferecida por esses produtos é um diferencial importante em momentos de estresse no mercado.
“Um dos poucos almoços grátis do mercado financeiro é a diversificação, e o ETF faz isso por natureza. Quando uma ação cai 70%, como vimos hoje, o impacto dentro do ETF é amortecido”, afirmou.
Stein também ressaltou o forte crescimento da indústria no Brasil. “O mercado hoje administra algo entre R$ 80 bilhões e R$ 90 bilhões, mas pode chegar a R$ 1 trilhão em três ou quatro anos, mantendo esse ritmo de expansão”, disse. Para ele, o avanço dos ETFs de renda fixa, impulsionado por vantagens tributárias e custos mais baixos, tem sido o principal motor desse movimento.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,38.
A moeda refletiu a cautela dos investidores na véspera da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) e do IPCA no Brasil, além do ambiente externo mais avesso ao risco diante do aumento das tensões geopolíticas.
Apesar dos ruídos políticos domésticos e das incertezas no cenário internacional, o mercado brasileiro conseguiu um fechamento positivo, sustentado pela recuperação pontual do Ibovespa B3 e pela leitura de que a volatilidade permanece concentrada em ativos específicos, e não no mercado como um todo.
Na avaliação de Felipe Corleta, sócio da GTF Capital, o desempenho positivo do Ibovespa foi sustentado principalmente pelo avanço das ações ligadas ao petróleo e pelo setor financeiro. Segundo ele, a alta de quase 5% do petróleo no mercado internacional, a maior desde junho do ano passado, impulsionou os papéis da Petrobras e de outras petroleiras, enquanto os bancos se recuperaram das perdas da véspera, ajudando a compensar a queda da Vale, pressionada pelo recuo do minério de ferro na China.
Corleta destacou ainda que o pregão foi marcado por cautela, já que os investidores aguardam dados importantes nesta sexta-feira (8). “Estamos na véspera de um dia decisivo, com a divulgação do IPCA no Brasil e do payroll nos Estados Unidos, o que tende a manter o mercado mais contido”, afirmou.
Sobre a forte queda da Azul, que despencou mais de 70%, o especialista reforçou uma postura defensiva. “A orientação é ficar de fora desse tipo de operação. As companhias aéreas brasileiras carregam uma estrutura de capital muito complexa, agravada desde a pandemia, e a diluição é uma solução recorrente para lidar com o alto endividamento”, disse.
Para Corleta, a conversão de dívida em ações acaba transferindo o controle para os credores e impõe perdas relevantes aos acionistas, tornando o investimento altamente arriscado no curto prazo.
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