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Bolsas da Europa fecham em queda sob sinais dúbios de conversas EUA-Irã e alta do petróleo

Publicado 26/03/2026 • 16:08 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira (26), pressionadas pela volta da aversão ao risco diante de sinais contraditórios sobre negociações de paz entre EUA e Irã.
  • A alta do petróleo, em meio ao temor de prolongamento do conflito e impactos sobre o fornecimento global de energia, deteriorou o sentimento dos investidores e reforçou preocupações com inflação e crescimento globais.

Benoit Tessier/Reuters

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira (26), pressionadas pela volta da aversão ao risco diante de sinais contraditórios sobre negociações de paz entre EUA e Irã. A alta do petróleo, em meio ao temor de prolongamento do conflito e impactos sobre o fornecimento global de energia, deteriorou o sentimento dos investidores e reforçou preocupações com inflação e crescimento globais.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,33%, a 9.972,17 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,64%, a 22.581,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,98%, a 7.769,31 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,71%, a 43.701,84 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,40%, a 16.929,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,19%, a 8.997,09 pontos. As cotações são preliminares.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que a guerra pode ter “repercussões de longo alcance”, enquanto a presidente Christine Lagarde alertou, na quarta-feira, para possível alta de juros se o choque energético pressionar a inflação.

Para o Danske Bank, o BCE deve manter juros em 2% até 2027, mas com riscos inclinados para alta. O ING ressaltou que, sem avanços concretos nas negociações, o mercado tende a manter prêmios elevados. Na Alemanha, a confiança do consumidor caiu ao menor nível em dois anos, segundo o GfK, refletindo o impacto da energia mais cara.

Entre as ações, mineração, com recuo dos metais, e tecnologia foram destaques entre as perdas, com destaque para a ASML (-3,57%) entre as maiores quedas. Os setores recuaram cerca de 2,2% e 2%, respectivamente.

Na ponta positiva, a varejista britânica Next avançou perto de 4,7% em Londres, depois de resultados acima do esperado e revisão de guidance, embora tenha alertado para impactos do conflito.

Já a H&M recuou 2%, após vendas fracas no início do ano, em linha com avaliação de analistas do Citi de desempenho abaixo do esperado.

Também pesaram papéis ligados a transporte e comércio, como a transportadora alemã Hapag-Lloyd (-3%), seguindo alerta de queda significativa de lucros diante das gargalos no comércio global.

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