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Ibovespa cai 0,36% com expectativa sobre tarifaço dos EUA

Publicado 15/07/2026 • 18:09 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 0,36%, aos 176.010,90 pontos, com volume financeiro de R$ 21 bilhões.
  • Expectativa por possíveis tarifas dos Estados Unidos ao Brasil manteve investidores cautelosos.
  • Pesquisa eleitoral e preocupações com o cenário fiscal também influenciaram o mercado local.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (15), na contramão das bolsas de Nova York, com investidores cautelosos diante da expectativa por possíveis novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e das incertezas sobre o cenário fiscal.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,36%, aos 176.010,90 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.288,17 pontos e a máxima de 176.662,60 pontos. O volume financeiro somou R$ 21 bilhões, em uma sessão marcada pelo vencimento de opções sobre o índice.

Os bancos estiveram entre as principais pressões do pregão. Na direção oposta, a alta do minério de ferro deu suporte às ações da Vale e ajudou a limitar as perdas do Ibovespa. Os papéis da Petrobras tiveram variações moderadas.

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Tarifas mantêm mercado em compasso de espera

A possibilidade de que o governo americano anuncie novas tarifas contra produtos brasileiros concentrou as atenções dos investidores. A indefinição levou participantes do mercado a adotarem posições mais defensivas ao longo da sessão.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que o mercado permaneceu em compasso de espera por novidades sobre as medidas comerciais.

Segundo Martins, as mudanças frequentes no discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas e sobre o conflito com o Irã têm elevado a volatilidade e dificultado a leitura dos investidores.

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“O principal fator são as tarifas, em compasso de espera por novidades”, afirmou.

Martins avaliou que a aproximação das eleições tende a aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros, principalmente por causa das dúvidas sobre a trajetória das contas públicas.

Na avaliação do executivo, o mercado acompanha a possibilidade de aumento dos gastos e seus efeitos sobre a inflação e os juros. Ele destacou que, mesmo diante de uma arrecadação elevada, o avanço das despesas mantém as preocupações fiscais em foco.

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Inflação dos EUA limita pressão

No exterior, dados mais fracos de inflação ao produtor nos Estados Unidos reforçaram a percepção de que o Federal Reserve pode não precisar elevar os juros no curto prazo.

O indicador complementou a leitura abaixo do esperado da inflação ao consumidor divulgada na véspera. A perspectiva de juros americanos menos elevados favoreceu as ações de tecnologia e sustentou os índices de Nova York, mas não foi suficiente para levar o mercado brasileiro ao campo positivo.

Martins explicou que a maior procura por empresas de tecnologia pode desviar parte dos recursos de mercados formados principalmente por companhias de commodities e bancos, como o brasileiro.

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