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Bolsas europeias avançam apesar de temores com Fed e Oriente Médio
Publicado 17/06/2026 • 14:35 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/06/2026 • 14:35 | Atualizado há 3 meses
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Os mercados europeus encerraram o pregão nesta quarta-feira (17) majoritariamente em alta, em um ambiente de cautela às vésperas da decisão do Federal Reserve (Fed) e diante das expectativas em torno do acordo provisório entre Estados Unidos e Irã. Investidores também reagiram a sinais mistos sobre a inflação na Europa e no Reino Unido, além das preocupações contínuas com os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o crescimento global e os preços de energia.
Entre os principais índices, Londres (FTSE 100) avançou 0,14%, fechando aos 10.508,61 pontos. Frankfurt (DAX) registrou leve alta de 0,08%, aos 24.931,55 pontos. Paris (CAC 40) destoou e recuou 0,20%, encerrando aos 8.430,79 pontos. Milão (FTSE MIB) subiu 0,31%, para 52.595,23 pontos, enquanto Madri (Ibex 35) teve ganho mais expressivo de 1,20%, aos 19.392,90 pontos. Lisboa (PSI 20) também avançou, com alta de 0,76%, aos 9.090,72 pontos. As cotações são preliminares.
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Siga o Times | CNBCNo front macroeconômico, a inflação na zona do euro acelerou para 3,2% em maio, confirmando a leitura preliminar da Eurostat. O índice permanece acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), reforçando o tom mais restritivo da política monetária. Nesse contexto, o membro do BCE Gediminas Šimkus afirmou que é mais provável uma nova alta de juros do que a manutenção das taxas, dada a persistência inflacionária.
No Reino Unido, o CPI ficou estável em 2,8% em maio, abaixo das expectativas do mercado. Segundo a Capital Economics, a inflação pode se aproximar de 4% nos próximos meses, embora a recente queda do petróleo reduza a necessidade de aperto adicional por parte do Banco da Inglaterra (BoE). Já o ING projeta que a inflação britânica pode atingir um pico próximo de 3,5% em setembro, nível que não justificaria novas altas de juros.
Entre as ações, a BMW despencou 8,69% após reduzir sua projeção anual de lucro, citando a deterioração do mercado chinês e efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio. O movimento pressionou o setor automotivo europeu, que caiu 3,4% no geral. Em contrapartida, a Straumann, da Suíça, disparou 10,2% depois de elevar sua perspectiva de rentabilidade, apoiada em menores custos e tarifas abaixo do esperado. O setor de energia, por sua vez, recuou 0,1%, mesmo com a alta do petróleo.
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